Edson MazzettoFora da salaEstudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em protesto: distribuição de panfletosCerca de 1.950 alunos do campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) se recusam desde ontem a frequentar as aulas, em protesto pela falta de professores na maioria dos 14 cursos. A paralisação das aulas foi discutida em assembléias realizadas segunda-feira nos três períodos de aulas, e definida à noite. Ontem pela manhã acadêmicos realizaram manifestação no centro da cidade e distribuíram panfletos.
À noite, deveriam seguir para Curitiba cerca de 120 alunos, em três ônibus, para reivindicar professores na Secretaria de Ensino Superior e tentar audiência com o governador Jaime Lerner (PFL). A Unioeste precisa contratar 120 professores para novas turmas e novos cursos iniciados este ano - as aulas começaram no dia 2. O Estado autorizou na tarde de anteontem a contratação de 64 professores, que haviam sido selecionados no ano passado.
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Segundo a pró-reitora de Graduação, Norma Viapiana, alguns docentes já estão sendo efetivados, mas outros já arrumaram outro emprego ou perderam o interesse pela vaga. Mesmo que todos os selecionados fossem contratados, preencheriam apenas metade das vagas, havendo a necessidade de teste seletivo para novas contratações. A Unioeste e a Unicentro, de Guarapuava, são as únicas universidades estaduais sem orçamento próprio, dependendo de liberações do Estado.
O coordenador do Diretório Central de Estudantes do campus de Cascavel, João Chimilowsky, disse ontem à tarde que os acadêmicos não voltarão às salas de aula ‘‘sem que todos os professores necessários estejam contratados’’. As principais carências estão nos cursos de enfermagem, medicina, odontologia, engenharia civil, engenharia agrícola e informática.
Segundo Chimilowsky, também há problemas nos campus de Marechal Cândido Rondon, Toledo e Foz do Iguaçu. Dias antes do início das aulas a reitoria chegou a discutir seu adiamento, mas preferiu aguardar a definição do Estado sobre as contratações, mesmo sabendo que elas não seriam suficientes.

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