Alunos organizam movimento pela reforma de hospital
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quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
Pedro Livoratti 
Estudantes da área de saúde na UEL iniciaram esta semana um movimento que pretende sensibilizar o Governo Estadual para liberar parte dos recursos, previstos no Orçamento paranaense deste ano, para início imediato das obras de reformas e ampliação do Hospital Universitário (HU). Eles estão enviando mais de 100 correspondências nas quais explicam as dificuldades vividas por pacientes, estudantes e professores do hospital para o atendimento.
Segundo os estudantes, os recursos alocados no orçamento, R$ 30,680 milhões, têm o objetivo de reequipar a instituição e de adaptar o espaço físico à demanda do hospital, que é referência na região. A direção do HU e a reitoria da UEL aguardam uma resposta do Governo para os próximos dias.
Se esta liberação não acontecer até o final deste mês, vamos perder a garantia dos recursos para uma obra que consideramos de suma importância para Londrina, afirma o estudante do quarto ano de Medicina, Bruno Rocha Lobo.
As correspondências estão sendo remetidas para os secretários estaduais, senadores do Paraná, bancada federal, além do próprio governador Jaime Lerner e da vice, Emília Belinati. O estudante lembra que esse movimento começou em dezembro do ano passado, quando os estudantes se mobilizaram para pedir as obras de reforma. As obras foram aprovadas no orçamento estadual, mas o dinheiro ainda não veio.
Passado quase um ano, eles resolveram retomar o movimento para garantir a verba destinada às obras do HU. Nesta sexta-feira, às 14 horas, os estudantes pretendem reunir professores, funcionários, pacientes e familiares para um abraço simbólico no prédio do hospital. A idéia é reunir todos os interessados no problema para buscar uma solução conjunta. Nosso movimento pretende beneficiar sobretudo o paciente, que terá acesso a um tratamento melhor, explica o estudante de Medicina.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, e o diretor-superintendente do HU, Cláudio Camacho, estiveram em Curitiba há cerca de 40 dias para entregar o projeto das obras de reforma e ampliação. O documento foi entregue, segundo Camacho, ao chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis.
Se as obras forem iniciadas teremos um compromisso firmado com o Governo. Dessa forma, a verba será liberada de acordo com a necessidade. Mas, se nada disso acontecer, voltaremos à estaca zero, afirma o diretor-superintendente.
De acordo com a administração do hospital, a média de atendimento mensal do Hospital Universitário é de mil internações. Além disso, são atendidos por mês outros 18 mil pacientes de Londrina e região. O hospital, que possui 284 leitos, funciona em um prédio de 40 anos, onde existia antigamente um sanatório para tratamento de turberculosos. Depois de concluída as obras de ampliação, a direção do HU estima que a capacidade de atendimento poderá ser duplicada.
A Folha tentou contatar o chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, ontem à tarde. Segundo a assessoria do secretário, ele estava em reunião fora do local de trabalho.


