Alunos negros da UEL ganharão bolsas
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Alunos negros que passarem no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) através do sistema de cotas poderão se candidatar a uma bolsa de pouco mais de R$ 240,00. O contrato com o Ministério da Educação (MEC), que vai subsidiar o Programa Integrado de Ações Afirmativas para Negros (Afroatitude), já foi assinado, segundo a diretora do Serviço de Bem Estar à Comunidade Universitária (Sebec) da UEL, Betty Elmer Finatti.
Ela explicou que o objetivo do programa é atender alunos negros de baixa renda, independente do curso para o qual passaram. Segundo informações do Ministério da Saúde, outro objetivo é integrar políticas para afro-descendentes com ações de controle do HIV e Aids.
Na UEL, serão selecionados 50 bolsistas. Ao todo serão 500 nas seis universidades participantes do programa. ''Já estamos nos organizando para fazer a seleção desses estagiários. O programa é uma tentativa de minimizar as dificuldades que (esses alunos) possam ter, e evitar a evasão'', disse.
Para receber a bolsa de R$ 241,51, durante 12 meses, os alunos irão trabalhar durante 20 horas semanais em projetos de prevenção à Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e prevenção ao uso de drogas.
Segundo Betty, os trabalhos serão desenvolvidos entre a comunidade universitária, mas também com a comunidade externa através de parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs) e o poder público. Os alunos poderão atuar em três frentes: iniciação científica, intervenção comunitária e monitoria.
Com início das aulas na UEL no dia 7 de março, a expectativa, segundo Betty, é que em abril os alunos já estejam trabalhando no projeto. ''O MEC irá fiscalizar o andamento e a esperança é que seja renovado no próximo ano'', afirmou a diretora do Sebec.
Além da UEL, as universidades de Brasília (UnB), Federal do Paraná (UFPR) e as estaduais da Bahia (Ueba), do Mato Grosso do Sul (Uems) e do Rio de Janeiro (Uerj) vão partipar do programa.
O Afroatitude é uma parceria entre o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a Secretaria de Estado de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria de Ensino Superior do MEC.


