Alunos na reta final
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Daqui a quatro dias estudantes de várias partes do país estarão na cidade para começar a corrida por uma vaga na Universidade Estadual de Londrina (UEL). No próximo domingo, a partir das 14 hs, tem início a primeira fase do vestibular 2012 e nessa reta final os candidatos podem ficar indecisos quanto ao que fazer. O que vale a pena: estudar ou relaxar? É possível aprender alguma coisa nesses últimos dias?
Para ajudar quem está nessa situação, a FOLHA conversou com alguns daqueles que todo ano presenciam a aflição dos estudantes e estão acostumados a ajudá-los nessa fase, os professores do Ensino Médio.
Em geral, todos recomendam boas noites de sono e cuidados com alimentação. ''O vestibulando tem que saber o que come e onde come. Não é nada legal ter um problema digestivo bem na hora da prova. O sono também é ideal manter uma certa regularidade, nada de querer hibernar. E muito cuidado também com os documentos pessoais, perder o RG agora irá causar um grande transtorno'', alerta Luís Noboru Marukawa, professor de Matemática do Colégio Universitário.
Com experiência de 25 anos em sala de aula, ele diz que o aluno tem que confiar no que estudou e manter o mesmo ritmo, não é necessário se debruçar sobre os livros.
Um dado interessante, segundo o professor, é que o nervosismo nessa reta final tem diminuído ao longo dos anos. Ele atribui isso ao aumento do número de opções de universidades, que antes eram apenas as públicas e agora há boas particulares, que se tornam acessíveis graças ao Prouni.
Sandra Arcuri, professora de Arte, Literatura e Produção de Texto também no Colégio Universitário, ressalta que aprender é um processo que ocorre ao longo do ano letivo, por isso, quem estudou deve descansar agora. ''Não adianta querer fazer aquela revisão ensandecida. Descontrair é o melhor remédio. Se o aluno tiver muita ansiedade pode estudar um pouco, mas não fazer disso uma batalha'', explica.
Outro ponto importante, segundo Sandra, é buscar ambientes saudáveis. ''A família deve propiciar um ambiente acolhedor, tranquilo e seguro, para que o aluno se sinta melhor nesse momento de tensão.''
A coordenadora pedagógica do Colégio Maxi, Cássia Gimenes Barcaro, diz que basicamente há dois tipos de alunos: aqueles que são mais ansiosos e estudaram durante todo o ano e aqueles que são mais tranquilos e agora acham que vão assimilar conteúdo.
''O ideal é que o aluno desde o início tenha um programa de estudos. Agora é hora só de analisar as deficiências e sanar dúvidas. Mas tem o aluno que quer descansar e aquele que quer estudar. O aluno que se sentir melhor estudando deve fazer revisões, mas o lazer também é importante. É preciso dosar o que se faz e a família deve estar atenta a isso'', explica.
Alternando
Lucas Matsuzaki, de 17 anos, está no 3º ano do Ensino Médio no Colégio Universitário e irá prestar vestibular para Medicina. Ele conta que essa não será a primeira vez que fará a prova, já que se inscreveu como treineiro nos dois anos anteriores, o que ajuda a manter a calma. ''Vou mais tranquilo para a prova, pois já sei como é. Continuo estudando mas também estou fazendo paradas para descansar. Jogo tênis e futebol, esporte é fundamental para mim. Vou alternando períodos de estudo e de descanso.''
O aluno explica que mesmo com as alterações no formato do vestibular da UEL não está nervoso, já que a novidade vai ser a mesma para todo mundo e que nesta reta final está se dedicando mais a Biologia e Química, que cairão na prova específica.
Sua colega de colégio, Mariana Beleza, de 16 anos, também irá concorrer a uma vaga no curso de Medicina e se diz calma até então. ''Procuro ver filmes para relaxar e estou estudando dentro do meu habitual. Acho que agora não adianta estressar. Mesmo sendo grande a concorrência, o ideal é ir com tranquilidade.''


