Alunos interditam prédio na UEM
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segunda-feira, 04 de junho de 2001
Lucinéia Parra 
Alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) interditaram ontem de manhã o bloco de ensino do departamento de enfermagem, alegando precariedade da infra-estrutura física. Construído há 20 anos em caráter provisório, o bloco continua sendo o único espaço físico disponível aos estudantes de enfermagem. Além de infiltrações nas paredes e teto, os alunos reclamam da falta de segurança da construção e perda na qualidade de ensino.
Quando chove, além das infiltrações, a gente não consegue ouvir nada do que o professor está falando, reclama a estudante do 4º ano de enfermagem Sandra Torres. Segundo ela, o curso de enfermagem é o único do Centro de Ciências da Sa© úde (CCS) que está fora do cronograma de obras da universidade. O CCS abrange também os cursos de medicina, biologia, farmácia e educação física. Todos os outros cursos já estão em prédios novos, menos o de enfermagem, comparou.
Depois da interdição do bloco, os alunos foram em passeata até a reitoria da UEM. Durante mais de três horas, os estudantes estiveram reunidos com o vice-reitor José de Jesus Previdelli. Além do compromisso do reitor em destinar recursos para a construção de um novo bloco, os alunos também reivindicaram o acesso à biblioteca do Hospital Universitário (HU). Conforme Sandra, os alunos de enfermagem não podem emprestar os livros que estão na biblioteca do HU. Só que a universidade também não investe em livros de enfermagem para a biblioteca central da UEM, reclamou.
Previdelli admitiu as dificuldades expostas pelos estudantes, mas garantiu que o bloco não oferece perigo. O que está em jogo são as condições de trabalho, garantiu. Segundo ele, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) aprovou financiamento na ordem de R$ 15 milhões previstos para a conclusão do projeto físico da UEM, mas os recursos não chegaram ainda porque o Banco Central não autorizou. Ele disse ainda que o Estado só está repassando recursos para a folha dos servidores e em função disso, a universidade não tem de onde tirar dinheiro para investir em novas construções.


