Alunos fazem provas de rendimento escolar
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terça-feira, 22 de novembro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
De ontem até o final da próxima semana aproximadamente 7 mil alunos da 4 série e da 8 série do ensino fundamental de escolas públicas de Londrina estão fazendo provas de matemática e português e preenchendo um questionário com perguntas sobre suas vidas dentro e fora da escola. As provas integram o antigo Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), agora rebatizado de Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para levantar dados sobre a qualidade da educação básica brasileira.
A avaliação é feita a cada dois anos, e segundo a técnica pedagógica do Núcleo Regional de Educação (NRE) e uma das multiplicadoras da Anresc, Cláudia da Silva Machado, a novidade do novo sistema é o fato de ser realizado somente nas escolas estaduais e municipais e não mais nas particulares. Além disso, agora as provas são aplicadas em todas as escolas da área urbana que no censo de 2004 apresentaram mais de 30 alunos. Antes o sistema era por amostragem.
''O resultado não vai mostrar o desempenho de cada aluno, mas sim da escola como um todo, como forma de embasar as novas políticas públicas para a educação'', detalha Cláudia. O NRE tem até o próximo dia 2 para realizar todas as provas. Por enquanto, apenas os alunos da 4 série estão respondendo aos questionamentos. Na semana que vem as provas começam ser aplicadas junto a alunos de 8 série.
Entre as primeiras instituições de Londrina a fazer a avaliação está a Escola Municipal Eugênio Brugin, no Conjunto São Lourenço (Zona Sul). Ontem à tarde duas turmas responderam as 40 questões de matemática e português (ênfase em interpretação de texto). Ao final, todos responderam ao questionário sócio-econômico.
Algumas crianças ouvidas pela reportagem acharam a prova fácil. Tamires de Lima, 10 anos, garantiu que respondeu todas as perguntas, sem dificuldade. Já Tiago Norato da Silva, também de 10 anos, confessou que não soube duas questões de português. ''Mas não achei difícil.'' Para Diego Jonatans dos Santos, 11 anos, a dificuldade maior foi sentida em matemática. ''Não sabia um problema'', contou.
Segundo a aplicadora da prova, Sonia Maria Minali Chicuta, os alunos terminaram antes do tempo previsto de 2h30 e as únicas dificuldades foram demonstradas no início da prova, quando tiveram que colocar as respostas no gabarito. ''Mas foi tranquilo'', avaliou.


