Alunos exigem local para estágio
Acadêmicos do curso de medicina do câmpus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) realizaram manifestação ontem exigindo urgência na transformação do Hospital Regional de Cascavel (HRC), que pertence ao Estado, em hospital universitário. Eles apontam que a transformação já deveria ter sido efetivada para atender as necessidades do segundo ano do curso. No próximo ano, 90% das aulas terão que ser práticas, em hospital.
Depois de manifestação na parte da manhã na frente do prédio da reitoria, os alunos foram recebidos pelo reitor Erneldo Schallemberger, a quem entregaram documento, no qual apontam morosidade no processo e falta de transparência. Eles alegam dispor de poucos dados sobre as ações da reitoria para viabilizar a encampação do HRC.
À tarde, a reitoria divulgou a posição de Schallemberger. Segundo o reitor, o processo para a transformação do HRC foi iniciado junto com a aprovação do curso, em 97. Desde então, um grupo formado por representantes da universidade, Estado e instituições de saúde acompanham sua tramitação, agora na Secretaria da Fazenda, porque a questão envolve também recursos financeiros. Schallemberger frisou que há necessidade de superação de questões burocráticas.
O curso de medicina tem 38 alunos no 2º ano e 20 no 1º ano. Eles têm aulas práticas na Policlínica (privada), por compreensão e benevolência de seus diretores, observa Vaina Rodrigues Marcondes, presidente do Centro Acadêmico de Medicina. No entanto, os alunos alegam não ser suficiente esta colaboração. É apenas um quebra galho, afirma a acadêmica Mariela Freire de Freitas, lembrando que é necessário o aprendizado completo, possível com o hospital universitário.
A transformação do HRC depende também de providências da direção. A Folha procurou ontem a diretora-geral Lilimar Mori, mas a informação foi de que ela está viajando. O diretor-clínico Rubem Oliveira também não foi localizado. O HRC tem 150 leitos, mais 120 estão em processo de reativação e gera despesas mensais de R$ 750 mil.Edson MazzettoMobilizaçãoProtesto ontem na frente da reitoria da Unioeste; ano que vem, 90% das aulas terão que ser em hospitalPaulo Pegoraro





