Cerca de 140 alunos de 3ª e 4ª séries da Escola Estadual Ivone Castanharo, em Campo Mourão, estão desde o início do ano estudando num antigo barracão comercial no Jardim Tropical II, a pelo menos um quilômetro da sede da escola. A extensão foi montada para evitar que as crianças ficassem sem ter onde estudar. O barracão, dividido em duas salas, funciona em dois períodos e é carente de estrutura.
‘‘Sentimos a falta de material didático’’, diz a professora Maria do Socorro Lima. No barracão, os alunos ficam praticamente sem acesso à biblioteca e à sala de vídeo, por exemplo. ‘‘Trazer tudo até aqui fica difícil’’, diz a professora. O pátio também é pequeno e há apenas um banheiro.
A chefe do Núcleo Regional de Educação, Maria de Lourdes Maia Polizer, diz que o barracão terá de voltar a ser usado como sala de aula no ano que vem. ‘‘Até já renovamos o contrato de aluguel’’, ressalta. Segundo ela, a escola não tem mais espaço físico para ser ampliada, o que dificulta a resolução do problema. ‘‘Solicitamos a construção de duas salas emergenciais num terreno ao lado, mas isso não vai solucionar todo o caso’’.
De acordo com Maria de Lourdes, a região do Jardim Tropical precisa da construção de uma nova escola. ‘‘O projeto para as salas emergenciais já está na Fundepar e esperamos que um convênio seja assinado em breve’’, diz. A chefe do Núcleo diz que o funcionamento das salas de aula em extensões não vêm dando problemas. ‘‘É claro que não é a mesma coisa, mas as crianças têm bom desempenho e até gostam do local’’, frisa.
Também a Escola Urupês, na Vila Urupês, a direção teve de improvisar cerca de 120 alunos em salas do salão da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. As salas improvisadas foram feitas para o curso de catequese da paróquia e têm boa estrutura.
‘‘O que não podemos é deixar crianças fora da escola’’, destaca Maria de Lourdes. ‘‘O uso das extensões foi a forma que encontramos para que isso não acontecesse’’. A chefe do Núcleo admite que a prefeitura vem ajudando muito nas ampliações das escolas estaduais, mas diz que os recursos do governo do Estado estão atrasados.Simone GirotoO barracão, que serve a 140 alunos, carece de espaço e estruturaSid Sauer

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