Segundo os responsáveis por algumas escolas e cursinhos pré-vestibulares, as mudanças têm causado ansiedade nos alunos. De acordo com Jamil Hatti, diretor de uma escola, não se sabe ainda se a mudança será boa ou ruim. ''Quanto mais subjetiva for a prova, maiores são as chances de se cometer uma injustiça com o aluno'', disse.
Ele afirmou que a correção de questões discursivas depende do entendimento de cada professor. ''Não é um critério matemático. Se você der uma questão para três pessoas corrigirem, terá três notas diferentes e meio ponto faz muita diferença para entrar em alguns cursos'', acrescentou o diretor do Sigma Vestibulares.
Para Gutemberg Freire, algumas instituições usaram questões dissertativas na prova do vestibular e não tiveram sucesso. Segundo ele, as questões abertas também demandam mais tempo para correção. ''O processo é mais complexo e mais demorado, o que alteraria o dia de realização das provas ou a divulgação dos resultados. Os alunos estão ansiosos porque eles dependem destas datas para se inscreverem em outros vestibulares'', destacou. Apesar dos questionamentos, o diretor do Colégio Nobel acredita que com a mudança serão aprovados alunos melhor preparados. ''Aqueles com melhor qualidade terão oportunidade de exercer o conhecimento sem o risco de tirar um zero. As questões objetivas podem fazer um bom aluno se confundir'', concluiu. (M.A.)

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