Uma fileira com mais de 30 ônibus escondia a entrada do Parque de Exposições Governador Ney Braga na manhã de ontem: como acontece todo ano, segunda a sexta é o momento das crianças e adolescentes, dos grupos de idosos e das instituições filantrópicas visitarem a ExpoLondrina.
No ano passado, mais de 23 mil pessoas vindas de excursões passaram pelo Ney Braga e este ano, a expectativa da organização do evento é de receber entre 20 mil e 27 mil visitantes. Ontem, não faltaram excursões de todas as idades, um grupo aqui, outro acolá, capitaneados pelos entendedores de bois e tecnologia rural, e a gritaria da criançada brincando no Parque de Diversões já era ouvida do lado de fora dos portões.
Figura carimbada na ExpoLondrina, o estudante Gabriel José Boreo da Silva, 12 anos, fez uma parada estratégica na barraca de sorvetes antes de chegar à montanha-russa, sua preferida. Para ele, que todo ano visita o parque com os pais, ver bois, carneirinhos e vacas não é tão emocionante quanto brincar. ''Tô esperando a hora de ir nos brinquedos'', confessou.
Companheiro de Gabriel na sexta série do ensino fundamental do Colégio Estadual José de Anchieta, do Jardim Higienópolis (Centro), Lincoln Dias Santos, 12, também visita a exposição todo ano, acompanhado da família. Para ele, os bois são a grande atração: ''Tem uns gordos, uns magros, acho curioso.''
Segundo a diretora do Colégio, Jacinta Leite Cavalcanti, este foi o primeiro ano que a escola esteve no Parque Ney Braga. Ao todo, três ônibus carregando cerca de 300 alunos aportaram no local às 9h30 e ficaram por lá até às 11 horas. ''Vamos trabalhar meio ambiente com eles no currículo deste ano e resolvemos trazê-los na Exposição porque o tema é justamente Produzir é Preservar'', justificou Jacinta, comentando que os alunos estavam bastante comportados. ''É interessante fazer um trabalho pedagógico fora da sala, o aluno sempre aprende um pouco mais quando sai da rotina.''
Destaque na Via Rural, que este ano completa 15 anos, na trilha ecológica é possível passear por assuntos que vão desde a produção de energia, aproveitamento de resíduos industriais, da construção civil, da arborização e de materiais eletrônicos, coleta seletiva, poluição sonora, compostagem e rede coletora de esgoto. Este ano, uma maquete do Jardim Botânico encantou os olhos de quem passou pela trilha, que dura menos de 20 minutos e é um refresco aos visitantes, já que todo o passeio é feito em meio à sombra das árvores.
Preparada por alunos do curso técnico em Meio Ambiente, do Colégio Estadual Albino Feijó, as mais de 15 estações contam com monitores, painéis e amostras do assunto discutido. Estudante do primeiro ano do técnico em Meio Ambiente, Andreia Barbosa faz seu primeiro estágio na Expo, onde fala sobre a construção e uso de aquecedores solares. ''Está sendo maravilhoso trabalhar aqui. As pessoas são bastante curiosas e quando falo da economia de energia com o uso do aquecedor solar todo mundo se interessa'', disse a monitora, que permanece na trilha ecológica pela manhã, dando lugar a um companheiro de curso à tarde. ''A gente ensina e também aprende com o estágio.''
Guiados pelas professoras, 21 alunos de um centro de educação infantil de Londrina, com idade entre três e seis anos, se esbaldaram na trilha ecológica da Via Rural na manhã de ontem. Curiosos, o que mais chamou a atenção da molecada foram os bichos peçonhentos. Já a estudante Maria Fernanda Santin, 5, escolheu a vassoura feita com garrafas pet como a sua atração preferida. ''Depois quero ir no parquinho'', pediu a menina, que já esteve na Expo outras vezes. Vinícius Gonçalves, 4, que visitou a ExpoLondrina pela primeira vez ontem, também queria brincar após sair da trilha. ''Gostei mesmo foi de ver os bois.''

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