Alunos enfrentam reformas na volta às aulas
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Marta Ortega<BR> Reportagem Local 
A volta às aulas na rede municipal de ensino ontem aconteceu de forma improvisada em sete escolas (cinco na Zona Urbana e duas em distritos rurais) que ainda passam por reformas e ampliações. Em vários estabelecimentos, o tempo das aulas foi reduzido para adaptar o atendimento de alunos. Os pais reclamaram.
Na Escola Municipal Maria Carmelita Vilela Magalhães, no Jardim Mazzei (Região Central), a reforma, que já dura dois anos, não foi concluída para receber os 275 alunos matriculados na educação infantil até a 4ªsérie e os 20 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Logo na entrada do colégio, um recado alerta os pais sobre o tempo de diminuição das aulas. Os alunos do período da manhã terão aulas das 8 às 10 horas e os da tarde, das 13h30 às 15h30.
O cartaz informa que o novo horário será aplicado entre os dias 2 e 6 deste mês, mas a diretora geral da escola, Lúcia Solange Bueno, acredita que só até hoje o período da aula será reduzido e que não haverá prejuízo para os alunos na parte pedagógica. Os alunos são mantidos na parte de cima da escola, onde as obras nas salas de aula já terminaram. Ontem, os alunos receberam o lanche na sala e não tiveram aula de educação física por causa da reforma. Quando algum deles precisa ir ao banheiro, um professor acompanha para que não haja nenhum acidente.
Além da reforma, a escola está sendo ampliada. Serão seis novas salas de aula além da nova ala administrativa. Uma biblioteca também está sendo construída, além da reforma da quadra que foi coberta e está ganhando arquibancadas e banheiros novos, um deles adaptado para cadeirantes. As obras devem ser concluídas até o final de fevereiro.
Para os alunos, a poeira e o barulho ainda incomodam, mas bem menos que no ano passado. Antes era muito barulho de máquina e martelada. Agora está melhor e é bom saber que a escola vai ficar novinha, afirma a estudante da 4ªsérie, Isabela Martins e Silva, 9 anos. As colegas de sala, Giovana França de Freitas e Camilla Valleijo, também de 9 anos, concordam.
Na Escola Municipal Professor Leônidas Sobrino Porto, no Jardim Leonor (Zona Oeste), a diretora geral Enelice Alves da Silva acredita que os alunos tiveram uma grande perda pedagógica no ano passado, quando os 500 alunos da pré-escola até a quarta-série tiveram que se deslocar até outras duas escolas do bairro, por causa da reforma. Pegávamos ônibus todos os dias para levar as crianças até as escolas emprestadas.
Ontem, as aulas na escola começaram com redução na carga horária dos alunos e com a criação de uma turma intermediária. Normalmente as aulas vão das 8 horas às 12 horas e das 13h30 às 17 horas. Há dois anos estamos dando apenas três horas e meia de aula. A diretora acredita que este ano o prejuízo pedagógico será menor para as crianças. A escola está utilizando a meia hora de permanência do professor na escola para atender os alunos com problemas de aprendizagem.
A escola de madeira, que ficou dois anos sem quadra por causa da reforma, ganhou uma quadra coberta e 18 novas salas de alvernaria. A previsão é que a obra esteja concluída em julho.
A dona de casa, Vera de Oliveira Viana, mãe de Débora, matriculada na 1ªsérie, procurou a escola ontem de manhã para reclamar da demora da reforma e da redução na carga horária dos alunos. Prejudica demais perder uma hora de aula por dia. Precisamos que essa reforma termine logo, mas só Deus sabe quando isso vai acontecer.


