Alunos encerram paralisação
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Acadêmicos do curso de Engenharia de Pesca do campus de Toledo (40 quilômetros a Oeste de Cascavel) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiram retornar hoje às aulas, depois de uma semana de paralisação, em protesto contra a falta de estrutura do curso, o único do Estado no gênero. Eles reivindicam complementação da biblioteca e implantação de laboratórios, indispensáveis para o atual estágio do curso frequentado por 120 alunos , que está no quarto dos cinco anos de duração.
Segundo César Hermes, do Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca, a decisão de voltar às aulas foi tomada depois de uma assembléia na manhã de ontem. A reitora da universidade, Liana Fuga, se comprometeu a ampliar o acervo da biblioteca, enquanto a direção do campus remanejou de outros setores R$ 50 mil para a montagem de dois laboratórios. O curso necessita de seis laboratórios, e apenas um está montado parcialmente. O mais caro é o de aquicultura, com custo estimado em R$ 300 mil. Para todos os laboratórios o investimento seria de R$ 435 mil.
Os acadêmicos garantem que sua formação está sendo comprometida, pela falta de estrutura do curso. O professor Plínio Ribeiro Fajardo Campos, diretor do Centro de Engenharia e Ciências Exatas, reconhece que as aulas práticas foram prejudicadas.
O curso de Engenharia de Pesca é considerado de importância na região, pois vários municípios do Oeste paranaense desenvolvem projetos de piscicultura de água doce.





