Alunos e professores cobram construção de escola
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O nome é uma homenagem a um dos mais famosos presidentes da história do Estados Unidos, país que é a maior potência econômica e política mundial. A situação da Escola Municipal John Kennedy, no Distrito de Guaravera (Zona Sul de Londrina), porém, está longe de ser de primeiro mundo. A deterioração provocada pelo tempo e a falta de espaço adequado para os alunos são as principais preocupações da comunidade escolar.
A demora para construção de uma nova sede para a instituição também preocupa. O projeto existe há pelo menos dez anos, mas parece estar longe de sair do papel. Para tentar concretizar esse sonho, um grupo de alunos e professores esteve ontem na Câmara Municipal. O intuito era acompanhar a votação do orçamento do município, no qual duas emendas prevêem a reforma do prédio atual e a construção de um novo.
De acordo com a presidente da Associação de Pais e Mestres da escola, Elizete Ramirez Ceciliano, o protesto tencionava pressionar para garantir as verbas. ''É o maior distrito de Londrina e o que está mais isolado. As únicas partes da escola que estão em boas condições são os banheiros, cozinha e secretaria'', declara.
O prédio da escola John Kennedy é de 1961. A instituição de ensino começou a funcionar oficialmente com o nome de John Kennedy em 1968. Outra reforma, que adicionou mais duas salas de aula às quatro então existentes, foi feita em 1975. E é essa estrutura que hoje abriga cerca de 1.300 alunos da educação infantil ao ensino fundamental.
A falta de espaço é tão grave que a instituição de ensino precisa usar salas do colégio estadual vizinho. As aulas de educação física são num campo de futebol que fica a seis quadras da escola ou no meio da rua. ''É ruim porque tem dias que o sol está muito quente. Alguns alunos já passaram mal por causa do calor'', comenta a aluna Larissa Ozete Souza, 10 anos.
As únicas áreas em boas condições de uso, segundo a professora Giselda Moraes de Alencar Militão, são a secretaria, a cozinha e os banheiros. ''No ano que vem, algumas aulas da educação infantil precisarão ser dadas no prédio do antigo posto de saúde. E o espaço ainda vai ser dividido com a Secretaria de Ação Social'', declara.
A secretária municipal da Educação, Carmem Baccaro Sposti, disse que, se for viabilizada, a construção será feita num terreno vizinho ao prédio antigo. ''Também devemos adequar um imóvel perto dali para antender os alunos da pré-escola e assim liberar salas para o Estado'', afirma.
Com o intuito de garantir recursos para a ampliação e a reforma da escola, os vereadores Marcos Defreitas (sem partido) e Tercílio Turini (PPS) apresentaram emendas que foram aprovadas ontem na votação do Orçamento do município, na Câmara.


