Curitiba Pela primeira vez, os 400 mil alunos do Ensino Médio matriculados nas escolas públicas da rede estadual devem receber gratuitamente livros didáticos. Para este ano, o governo pretende adquirir livros de português e matemática, recomendados pelo Ministério da Educação (MEC). Para 2006, está prevista a adoção de livros para as 12 disciplinas, elaborados pelos professores do Estado.
Os livros para este ano devem chegar atrasados. O pregão eletrônico para a compra em licitação pública está previsto para 1º de fevereiro, sendo que o ano letivo tem início no dia 10. A secretaria dispõe de R$ 4 milhões para a compra de até 800 mil unidades. A idéia é adquirir livros de português para os alunos das três séries do ensino médio e de matemática pelo menos para os 190 mil matriculados no 1º ano. Caso os recursos sejam suficientes, os alunos da 2 e 3 séries também receberão livros de matemática.
O secretário de Educação, Maurício Requião, admite que o resultado do pregão é incerto. A licitação é aberta às nove editoras (FTD, Ática, Saraiva Livreiros, Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas (Idep), Nova Didática, Moderna, Editora do Brasil e Base Editora). Essa é a quarta tentativa da secretaria para adquirir os livros. Inicialmente, a intenção do governo era adquirir apenas o conteúdo dos livros para impressão em pequenas gráficas. Outra proposta previa a compra direta junto às editoras, tendo como preço máximo R$ 0,30 para cada caderno de 16 páginas. O Estado compraria o livro de quem oferecesse menor preço.
Nenhuma das propostas foi aceita pela Associação Brasileira dos Editores de Livros Didáticos (Abrelivros), entidade que representa as editoras cujos livros foram sugeridos pelo MEC. Pelo menos uma editora, a Ática, do Grupo Abril, e representada pelo presidente da Abrelivros, João Arinos, já anuncia, na página da entidade na internet, que não participará do pregão do Paraná.

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