Alunos do Cefet trocam de escola
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sexta-feira, 09 de novembro de 2001
Sid Sauer<br>De Campo Mourão 
A greve dos professores do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) está fazendo com que a unidade de Campo Mourão bata recorde de alunos transferidos para outras escolas. Dos 44 alunos que estavam matriculados no terceiro ano do ensino médio (antigo 2º grau), 39 já haviam sido transferidos até ontem. Apenas cinco continuavam esperando a volta das aulas.
''Devido à paralisação dos professores, esses alunos estão solicitando a transferência porque estão preocupados em fazer o vestibular'', disse o diretor do Cefet de Campo Mourão, Jorge Cândido. A instituição tinha cerca de 130 alunos matriculados nas três séries do ensino médio. Segundo Cândido, a transferência nas outras séries é menor e não está vinculada à greve.
A paralisação dos professores já dura mais de dois meses e atinge também os três cursos superiores mantidos pelo Cefet em Campo Mourão. A direção admite que, mesmo que as aulas sejam retomadas agora, o ano letivo só poderá ser concluído em março. O exame de seleção para o ensimo médio, em dezembro, e o vestibular, em janeiro, estão mantidos.
''O Cefet garante que haverá continuidade do ano letivo sem perda da qualidade do ensino'', afirmou Cândido. ''Isso é nossa obrigação.'' As escolas que estão recebendo os ex-alunos do Cefet vêem a situação com preocupação. ''Os estudantes estão chegando sem nota e isto atrapalha'', disse a diretora do Colégio Estadual Marechal Rondon, Rita de Cássia de Oliveira.
O Rondon matriculou nos últimos dias 13 alunos transferidos do Cefet. A maioria é do terceiro ano. Seis deles foram matriculados de manhã e sete à noite. Segundo Rita de Cássia, não há mais vagas no diurno. Mesmo à noite, ela diz que não tem como pegar mais alunos do Cefet. ''Estamos na última parte do quarto bimestre e eles não têm ainda as notas do terceiro.''
O problema do Cefet de Campo Mourão não se resume apenas à greve dos professores do governo federal, que ocorre em todo o País. O Ministério da Educação ainda não contratou os 44 funcionários administrativos que trabalham na instituição e o Cefet só não fechou por completo porque a prefeitura assumiu o compromisso de pagar os servidores até o final do ano.


