Alunos do Cefet fabricam carro do deserto para correr em SP
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quarta-feira, 07 de maio de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Marcelo AlmeidaEstudantes de Engenharia Mecânica do Cefet suspendem minibaja construído para competição em Interlagos: resistênciaConstruir um carro e colocá-lo numa pista de corridas. Este sonho da maioria dos engenheiros mecânicos já é meia realidade para os alunos do curso de engenharia Mecânica do Cefet. Dois minibajas, projetados pelos acadêmicos vão competir no Autódromo de Interlagos (SP) com 40 equipes.
Pela primeira vez, equipes do Cefet competem com outras 25 universidades de todo o País. Este é o terceiro ano da competição organizada pela Sociedade Automotiva de Engenharia, no Brasil. Nos Estados Unidos acontece há 30 anos. O primeiro minibaja construído no ano passado não chegou a participar de competições. Os alunos do Cefet têm expectativas de participar também de competições internacionais da mesma categoria.
Os minibajas (bugue do deserto) tiveram apresentação pomposa ontem no teatro do Cefet, em Curitiba. Os carros subiram ao palco com iluminação especial, foram envolvidos por nuvem de fumaça e receberam aplausos da platéia de estudantes, empresários e patrocinadores.
Não é fácil sair vencedor com um minibaja. A competição envolve várias etapas e dura quatro dias. Vai de 12 a 15 de maio. Primeiro os carros passam por três dias de avaliações estáticas e dinâmicas. Nesta etapa são analisados os quesitos de segurança (esta prova é eliminatória), dirigibilidade, carga máxima, freagem, aceleração e ainda um teste onde o piloto tem que deixar o veículo em cinco segundos.
Finalmente chega o dia da prova de resistência. Os minibajas rodam em pista de areia com lama, durante quatro horas sem parar. Quando o baja não desmonta inteirinho, a gente tenta chegar em primeiro lugar, mas com o carro inteirinho. Aliás esta é a última prova: o carro estar inteiro no final da corrida, explica um dos alunos do projeto, Kleber Fabiano, do sexto semestre da faculdade de Engenharia Mecânica. Participam do projeto duas equipes, cada uma com um carro. Numa, trabalham 22 alunos e na outra, mais recente, sete estudantes.


