Mauro FrassonDaniela Corrêa Santos, do grupo de Vitória: culpa do atraso do ônibusNove candidatos que vieram de Vitória (ES) para fazer o vestibular da Universidade Federal do Paraná perderam a viagem. Eles chegaram atrasados e não puderam entrar no prédio da PUC no primeiro dia de provas.
Todos estavam revoltados e ainda tentaram argumentar com os fiscais. Amanda Lobato, 18 anos, que iria fazer vestibular para Medicina, disse que o ônibus da excursão saiu do hotel às 6 horas, mas teve que deixar outros dois candidatos no Politécnico. ‘‘O trânsito estava ruim.’’
Muitas mães, de filhos que já tinham entrado no prédio, defenderam o grupo. A dona-de-casa Helena Amaral, 41 anos, acusava os fiscais de terem colocado candidatos para dentro do prédio mesmo depois do horário. Juarez Souza de Oliveira, do Grupo Especial de Preparação de Área, disse que a acusação não é verdadeira. ‘‘Quando alunos, que chegaram no horário, estão em blocos errados, há um realocamento desses candidatos.’’
O candidato a uma vaga no curso de Turismo, Hollyses Brotto, 19 anos, juntou-se ao grupo de Vitória para reclamar. ‘‘Ainda faltavam dois minutos quando os fiscais empurraram a gente para fora’’, disse.
No Centro Politécnico, o sargento da Polícia Militar Ademir Gonçalves dos Santos chegou fardado poucos minutos depois do fechamento dos portões. Santos era candidato a uma vaga ao concurso de Oficiais da Polícia Militar. Ele ficou irritado por não ter conseguido entrar no prédio. ‘‘Eles fecharam o portão antes porque cheguei aqui às 7h40, antes do horário previsto.’’ A Comissão do Vestibular afirmou que não há possibilidade de os portões terem sido fechados antes porque todos os funcionários encarregados tinham acesso à hora certa da Telepar. (A.C. e G.V.)

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