Os 16 estudantes de medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) tiveram ontem o primeiro dia de aula na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Anteontem, eles participaram de uma reunião com a coordenadora do colegiado de medicina da UEL, Eva Janowski, para definir como será a adaptação curricular, pois a grade é diferente entre as duas faculdades.
Ontem os novos alunos se juntaram aos outros 80 já matriculados. De acordo com Eva será preciso fazer uma readequação, já que os estudantes eram divididos em dez turmas de oito para as atividades tutoriais. Agora serão abertas mais duas turmas. Segundo ela, é preciso comprar mais equipamentos e contratar mais professores.
Por enquanto os 16 alunos serão distribuídos nas turmas já existentes. ''Vamos fazer o necessário para que nem os alunos que já faziam o curso nem os novos sejam prejudicados'', disse.
Os estudantes estão se adaptando às mudanças de cidade e de universidade. A família de Amália Costa, 19 anos, é de Ponta Grossa e ela morava com os pais. Vindo para Londrina as despesas dela vão aumentar. ''Lá eu estava em casa e aqui vou ter que pagar aluguel'', reclamou. Já Amanda Zanoto, 19 anos, ficou mais perto de casa. Ela é de Ourinhos (SP) e tinha prestado vestibular na UEL, mas não tinha passado. ''Agora consegui'', comemorou.
Os sete alunos transferidos para a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estão tendo aulas desde terça-feira. Segundo o coordenador de medicina da Unioeste, Orival Alves, a chegada dos novos estudantes não traz prejuízos ao curso, que tem estrutura para comportar até 50 alunos agora são 47 matriculados.
Para os 12 alunos transferidos para a Universidade Estadual de Maringá (UEM), as aulas ainda não começaram. Eles terão que requerer o atestado de vaga na UEM entre os dias 23 e 25, entregar o documento na UEPG, e só então a matrícula na nova universidade será oficializada. O ano letivo na UEM começa no dia 30 deste mês.
O curso de medicina da UEPG foi fechado pelo governador Roberto Requião (PMDB), em maio. O Ministério Público de Ponta Grossa ingressou com uma ação civil e conseguiu liminar cancelando o decreto. Mas o governo recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça derrubou a liminar. O MP deve recorrer da decisão. A sociedade civil organizada e comunidade universitária de Ponta Grossa mantêm mobilização para tentar reabrir o curso. (Colaborou Vanessa Navarro)

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