Alunos da Escola Municipal Armando Rosário Castelo, localizada no Distrito Rural de Paiquerê (Zona Sul de Londrina) se recusaram a entrar nas salas de aula ontem. Com cartazes e fazendo bastante barulho, os cerca de 100 alunos que estudam no período da manhã chamaram pais e professores para participar de um protesto. Eles reinvindicam a reforma da instituição. A ação teve o objetivo de chamar a atenção da prefeitura para o risco de desabamento de um dos telhados cobertos, em um local onde as crianças circulam todos os dias.
A diretora da escola, Maria Angela Seixas, disse que em maio, quando a Vigilância Sanitária fez uma vistoria na escola, foi comunicada do risco de desabamento. ''Na verdade a Vigilância veio até a escola fazer uma avaliação que não tinha a ver com isso, mas apontou esse risco por conta das vigas que sustentam o telhado. Na segunda-feira um pessoal veio retirar a antena parabólica do telhado e se assustou com as condições do telhado'', disse.
Funcionários da prefeitura estiveram na manhã de ontem na escola para colocar mais uma viga no local - a quarta. A escola é a única do distrito e atende cerca de 500 crianças. Segundo a diretora, no ano de 1996 houve um incêndio na instituição e uma reforma teria sido feita ''muito rápida''. ''Esse problema existe desde aquela época. A escola teve que ser totalmente reestruturada e a reforma foi feita muito de maneira muito rápida'', comentou.
O comerciante Roberto Moura, pai de uma aluna de 12 anos, esteve na escola ajudando os alunos com o protesto. ''A gente tem medo de mandar nosso filho vir estudar. Enquanto ela não chega em casa eu não fico sossegado porque esse telhado pode cair a qualquer momento. As autoridades ficam esperando alguma desgraça acontecer para tomar uma providência'', reclamou.
De acordo com a secretária de Educação, Carmen Sposti, a secretaria tinha conhecimento do risco, mas ela garante que as vigas instaladas pela prefeitura foram analisadas por técnicos. Ainda segundo Carmen, não havia risco de desabamento comprovado. ''Chegamos a fazer uma avaliação para reforma da escola e constatamos que o investimento seria em torno de R$ 800 mil, então preferimos providenciar a construção de uma nova escola. O processo licitatório está em andamento. Enquanto isso, estamos avaliando um espaço alternativo, possivelmente na paróquia, para que os alunos possam continuar estudando normalmente'', disse.

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