Alunos de Londrina participam da Febrace
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sexta-feira, 11 de março de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Oito projetos de escolas de Londrina foram selecionados para a 14ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), que ocorre de 14 a 18 de março, em São Paulo. Este ano, a Febrace recebeu 2.200 projetos e selecionou 341 de alunos dos ensinos Fundamental, Médio e Técnico de escolas públicas e particulares de todo o país.
O estudante João Americo Macori Barboza, de 15 anos, do 2º ano do ensino médio do Colégio Londrinense é um veterano na feira. Ele vai participar pela terceira vez com o projeto que estuda o tratamento de semente de milho com gás carbônico para o aumento da produtividade.
Ano passado, ele apresentou dados estatísticos inicias e ganhou uma bolsa do CNPq. Para esta edição da feira, o estudante está confiante em trazer para Londrina mais um bom resultado. "Conseguimos ver o salto que ele deu da primeira participação para está e isso gera uma grande expectativa", comentou o professor Murillo Bernardi Rodrigues, orientador do projeto.
A pesquisa que começou quando ele estava no 8º ano do ensino fundamental utiliza a queima de papel para geração de gás carbônico. As sementes ficam expostas ao CO2 por 40 minutos.
"Os nossos dados mostram que há aumento do tamanho da semente. A comparação como tratamento feito em uma cooperativa mostra que a nossa metodologia tem baixo custo e mais produtividade", comentou o estudante.
O estudante terá a companhia dos colegas Giovanna Tescaro Silva, 14 anos; Otávio Augusto Cribari Lot, 14 anos; e Isadora Bandini Pegoraro, 14 anos, do 1º ano do ensino médio, que vão estrear na Febrace com a pesquisa "Controle Biológicos de Baratas".
Um ninho de barata no laboratório foi o start para a ideia de desenvolver um inseticida que não prejudicasse o meio ambiente. O produto leva cerveja sem álcool, mamona e eucalipto e sagu. A cerveja tem o papel de atrativo alimentício para as baratas; as plantas, que produzem a toxica ricina, tem poder de inseticida; e o sagu é utilizado para dar consistência ao produto. O inseticida mata a praga por ingestão. Pelos estudos, a cada cinco insetos que comem a mistura, quatro morrem em um ou dois dias. "Usamos o inseticida em um galpão de uma lanchonete que estava com infestação e em uma semana não se via mais nenhuma", contou Giovanna.
A Febrace é considerada a maior feira brasileira pré-universitária de Ciência e Engenharia e busca estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica. Os trabalhos selecionados serão avaliados por pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento e concorrem, além de bolsas e estágios, a nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel, realizada em maio, nos Estados Unidos.


