Alunos dão lição de solidariedade
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terça-feira, 05 de julho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Um ato de amor ao próximo e uma lição de solidariedade para a vida. É com o objetivo de reforçar esses sentimentos na comunidade escolar que o Colégio Estadual Professora Beahir Edna Mendonça (Zona Norte de Londrina) promoveu ontem a coleta de sangue na instituição. Cerca de 100 pessoas participaram da ação, que teve início às 8h e seguiu até às 11h30.
Esta é a segunda vez que o colégio se mobiliza para a realização da coleta de sangue externa, juntamente com o Hemocentro do Hospital Universitário (HU). No ano passado, a atividade foi realizada em setembro e cerca de 50 bolsas foram recolhidas.
''Neste ano, a iniciativa foi reforçada pelo caso da mãe de uma aluna que está com leucemia e precisa de doação de sangue. Os colegas de turma se sentiram tocados e decidimos repetir a ação'', destaca a professora Tathiana Bispo, responsável pela ação. Segundo ela, o trabalho teve início em junho, com a apresentação de vídeos de depoimentos de pessoas que já precisaram receber sangue e discussões em sala de aula.
''Como educadores nossa missão é passar noções de cidadania. Motivá-los a doar sangue já é o primeiro passo para a mudança, visto que nos países desenvolvidos 7% a 8% da população doam sangue e aqui no Brasil não chega a 4%'', ressalta Tathiana. Ela completa que a busca por doadores é tão grande hoje que até mesmo a idade mínima para doação passou de 18 para 16 anos de idade, com autorização dos pais ou responsáveis. A medida faz parte da nova legislação do Ministério da Saúde (MS), que estabelece a ampliação da idade para a doação desde junho.
Enquanto aguardava na fila para doação, o aluno da 2 série do Ensino Médio Maycon Cristoffer Almeida, 16, contou sobre a expectativa de doar sangue pela primeira vez. ''Nunca doei sangue e apesar de uma certa apreensão, estou feliz por poder começar a doar.''
A aluna da 8 série, Yasmim Dias Aquino, 14 anos, não tem idade para doar, mas fez questão de levar a mãe. ''Fiquei muito contente por saber que a minha filha se preocupa com o próximo e me convidou para vir doar. É um gesto simples, mas que para as pessoas que precisam, é de grande valor'', afirmou a dona de casa Silvana Dias Aquino.
A estudante Michele Kelly da Silva Benevides, 15, disse que estava feliz pela participação da irmã, que doou sangue pela primeira vez. Grace Kelly da Silva Benevides, 19, tem Síndrome de Down e mostrou que, mesmo diante de superações diárias próprias, é possível ajudar outras pessoas. ''Eu estava com medo e curiosa sobre como seria doar sangue. Mas foi bem tranquilo a coleta e estou feliz por poder ajudar outras pessoas que precisam.''


