Os alunos do curso de farmácia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) não conseguiram entrar em acordo com o reitor em exercício Wilson Iscussiati e decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. Durante uma reunião realizada ontem, os alunos foram informados de que a universidade não tem dinheiro, mas que estão sendo viabilizadas parcerias para resolver os problemas mais graves, como a falta de laboratórios e de material bibliográfico.
O reitor disse que todo o problema está acontecendo por ‘‘incompetência da administração anterior’’. Para Iscussiati, a reitoria deveria ter previsto os problemas do curso de farmácia na época de sua criação, há três anos. Ele afirmou que agora fica complicado resolver todos os problemas ao mesmo tempo.
Wilson Iscussiati considera delicada a situação dos alunos que cursam o terceiro ano e que não podem ter aulas práticas devido à falta de laboratórios. Ele disse aos acadêmicos que fechou uma parceria com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), que irá ceder toda mobília necessária para composição da Farmácia-Escola, onde os alunos poderão fazer seus estágios curriculares obrigatórios.
O reitor afirmou já ter entrado em contato com a secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior na tentativa de viabilizar recursos através do programa Paraná Tecnologia. Ele acredita que em 40 dias terá uma posição sobre a solução dos problemas. ‘‘Estamos buscando alternativas para sanar as deficiências. Precisamos de algumas parcerias porque não há dinheiro nesse momento’’, ressalta.
O acadêmico Jorge Antonio Rigoni Junior observa que existe uma perspectiva da universidade fechar uma parceria com a prefeitura para que os remédios manipulados nos laboratórios sejam utilizados em sua Farmácia Básica. ‘‘Essa pode ser uma alternativa para resolver nosso problema. Dessa forma, a prefeitura montaria os laboratórios e nós pagaríamos com os remédios’’, justifica.
Os alunos de farmácia fizeram uma pesquisa de preço para saber quanto seria necessário para o curso voltar a pleno funcionamento. Para montar os laboratórios e adquirir os mais de 40 títulos de livros que não existem na biblioteca seriam necessários cerca de R$ 110 mil. Em relação à falta de professores, eles foram informados que no último concurso público realizado pela universidade nenhum candidato fez inscrição para as disciplinas que estão vagas .
Os 120 alunos do curso de farmácia decidiram entrar em greve na última quarta-feira depois de realizarem uma assembléia geral. Eles reclamam que faltam quatro laboratórios, quatro professores e um grande acervo bibliográfico específico do curso.

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