Curitiba

Albari RosaPrédios com ventilação e iluminação ruins são prejudiciais à saúdeUm grupo de professores e alunos do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pretende solucionar um problema cada vez mais comum nas grandes cidades: a Síndrome do Prédio Doente. O problema foi indentificado pela primeira vez nos Estados Unidos e costuma atingir prédios - principalmente os comerciais - com concepções arquitetônicas prejudiciais à saúde de seus usuários (ventilação deficitária, falta de isolamento térmico e iluminação). Os futuros arquitetos da UFPR pretendem prestar assessoria técnica para empresas de construção civil, evitando erros comuns na maioria das obras.
O primeiro objetivo da assessoria, segundo o professor de Arquitetura da UFPR, Aloísio Leoni Schmid, será orientar a obtenção do ‘‘conforto térmico’’ nas casas e edifícios. Depois de estudar o projeto elaborado pelos arquitetos profissionais, os alunos fazem análises das condições climáticas do local onde a obra será construída, juntando dados sobre a posição do sol, força dos ventos, umidade e fontes sonoras. Essas informações são processadas pelo computador, permitindo cálculos precisos sobre a posição mais adequada da construção, e indicando os tipos de material de construção, modelos de janelas e portas que devem ser usados.
‘‘O conforto ambiental é uma das concepções mais modernas da arquitetura’’, explica o professor Schmid. A escolha materiais pode garantir isolamento térmico e iluminação suficiente a ponto de diminuir radicalmente o consumo de energia elétrica. ‘‘A simples escolha de uma tonalidade diferente de vidros pode gerar resultados positivos’’, afirma.
Dos 23 prédios visitados pelos estudantes em Curitiba, poucos tinham condições de conforto ambiental consideradas ideiais. A maioria deles não está adaptada para as condições de frio e calor características da cidade. Há também pouca utilização da luz solar como forma alternativa de iluminação e de vedação da janelas como foma de garantir a manutenção do calor. ‘‘São raros os projetos que demonstram preocupação com as condições de vida dos moradores’’, diz o professor.

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