Alunos da UFPR querem evitar a Síndrome do Prédio Doente
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Albari RosaPrédios com ventilação e iluminação ruins são prejudiciais à saúdeUm grupo de professores e alunos do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pretende solucionar um problema cada vez mais comum nas grandes cidades: a Síndrome do Prédio Doente. O problema foi indentificado pela primeira vez nos Estados Unidos e costuma atingir prédios - principalmente os comerciais - com concepções arquitetônicas prejudiciais à saúde de seus usuários (ventilação deficitária, falta de isolamento térmico e iluminação). Os futuros arquitetos da UFPR pretendem prestar assessoria técnica para empresas de construção civil, evitando erros comuns na maioria das obras.
O primeiro objetivo da assessoria, segundo o professor de Arquitetura da UFPR, Aloísio Leoni Schmid, será orientar a obtenção do conforto térmico nas casas e edifícios. Depois de estudar o projeto elaborado pelos arquitetos profissionais, os alunos fazem análises das condições climáticas do local onde a obra será construída, juntando dados sobre a posição do sol, força dos ventos, umidade e fontes sonoras. Essas informações são processadas pelo computador, permitindo cálculos precisos sobre a posição mais adequada da construção, e indicando os tipos de material de construção, modelos de janelas e portas que devem ser usados.
O conforto ambiental é uma das concepções mais modernas da arquitetura, explica o professor Schmid. A escolha materiais pode garantir isolamento térmico e iluminação suficiente a ponto de diminuir radicalmente o consumo de energia elétrica. A simples escolha de uma tonalidade diferente de vidros pode gerar resultados positivos, afirma.
Dos 23 prédios visitados pelos estudantes em Curitiba, poucos tinham condições de conforto ambiental consideradas ideiais. A maioria deles não está adaptada para as condições de frio e calor características da cidade. Há também pouca utilização da luz solar como forma alternativa de iluminação e de vedação da janelas como foma de garantir a manutenção do calor. São raros os projetos que demonstram preocupação com as condições de vida dos moradores, diz o professor.


