Maringá - Cerca de 12 mil alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) retornam às aulas hoje. Apesar dos quase seis meses de greve, o campus de Maringá estava quase todo em ordem ontem. Os 53 hectares do campus de Maringá tinham sido roçados em mais de 90% da sua extensão e as 184 salas dos 240 blocos de ensino foram limpas no final da semana passada para receber os alunos. Além de Maringá, a UEM possui campi em Cianorte e Goioerê.
A Câmara de Graduação da Pró-Reitoria de Ensino da UEM decide hoje à noite se a universidade vai ou não participar do Provão, aplicado pelo Ministério da Educação (MEC). A data de inscrição vai até o dia 22. O principal problema levantado pela pró-reitoria é que os alunos não teriam condições de apresentar um bom desempenho no Provão, já que as aulas estariam defasadas em quase um ano.
De acordo com o pró-reitor de Ensino, Andrés Tumang, a UEM pode ser prejudicada em função das notas dos alunos. ‘‘Eles estão praticamente um ano defasados em relação aos alunos das universidades que não entraram em greve e podem tirar notas baixas’’, disse. O provão será realizado no início de junho. Pelo novo calendário da UEM, os alunos concluirão o ano letivo de 2001 em maio.

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