Maringá - Onze alunos do curso de farmácia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) conseguiram liminar da Justiça garantindo o direito à colação de grau e ao diploma. O pedido foi deferido pelo juiz da 1ª Vara Cível, Mário Seto Takeguma.
No total, 21 estudantes entraram na Justiça com duas ações. A decisão judicial, entretanto, beneficiou apenas 11 alunos porque o juiz entendeu que os demais não terminaram o curso. A UEM também recebeu mais duas liminares determinando a colação de grau de duas alunos do curso de enfermagem. As alunas entraram na Justiça com ações individuais e os pedidos foram deferidos pelos juízes Flávio Renato Correia de Almeida e Denise Hammerschmidt, da 3ª Vara Cível. De acordo com as liminares, a UEM tem até 30 dias de prazo para providenciar a formatura das alunas.
A primeira turma de formandos da UEM que colou grau através de determinação judicial foi a do curso de medicina. A formatura dos 22 estudantes aconteceu no dia 1º de fevereiro. Outros 400 acadêmicos do último ano de vários cursos da UEM também entraram com mandado de segurança para obter o direito ao diploma, mas a Justiça negou os pedidos.
A assessoria jurídica da UEM informou que a universidade está cumprindo as decisões judiciais, mas alerta que as liminares ainda poderão ser revogadas quando for julgado o mérito das ações. Se isso ocorrer, adverte a universidade, ficam sem efeitos a colação de grau e os documentos de conclusão dos cursos expedidos.
Na UEL, mais 15 alunos colaram grau ontem, numa cerimônia especial na reitoria, presidida pela vice-reitora, Vera Lúcia Suguihiro. Foram 12 acadêmicos de engenharia civil, dois de psicologia e um de comunicação social - habilitação em jornalismo. Eles concluíram o curso depois que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou calendário especial para integralização do ano letivo de 2001.

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