Cerca de 500 estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) cobraram ontem, do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, a abertura de debates em torno do projeto de autonomia universitária. Ele proferiu a aula magna de abertura do ano letivo, e disse que recebeu a manifestação com ‘‘serenidade’’. Os alunos esperaram Wahrhaftig encerrar a aula para iniciar os questionamentos sobre a proposta de autonomia. Durante a tentativa de debate, um grupo de alunos colocou moedas sobre a mesa onde estava o secretário, alegando que o dinheiro seria para ‘‘ajudar o ensino público’’.
Para os acadêmicos, o projeto de autonomia é o início do processo de privatização. ‘‘A intenção do Estado é retomar o ensino pago e passar as universidades públicas para a iniciativa privada’’, disse o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Norton de Moraes.
Os estudantes, explicou Moraes, querem apenas discutir as propostas de autonomia apresentadas pelo Estado. ‘‘Queremos junto com a autonomia mais verbas para pesquisa e ensino’’. O secretário Wahrhaftig garantiu que o ensino superior ‘‘continuará público e gratuito’’.

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