Alunos da UEL visitam obras de transposição da Maringá
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quarta-feira, 11 de dezembro de 1996
Da Redação 
Alunos da disciplina Barragens e Obras de Terra, do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foram conhecer ontem à tarde as obras de trasnposição da avenida Maringá sobre o lago Igapó. A visita possibilitou aos alunos terem uma visão mais prática de tudo o que eles viram em sala de aula, sobretudo no que se refere ao aterro sobre solos moles, como é o caso daquela obra.
Essa área é um banhadão, com muita lama, típica de fundo de vale, disse o professor da disciplina Carlos José Costa Branco. Ele destaca que sempre procura levar os alunos para conhecer obras na Cidade que têm relação com o que é estudado dentro da sala de aula. Engenharia é essencialmente prática. E a gente já tem uma carga teórica muito grande, explica.
A estudante Maristela Dantas de Oliveira disse que a visita foi importante porque o trabalho de transposição envolve vários itens da disciplina. E na Universidade a gente tem a linguagem técnica para ser empregada em parte da construção. Mas aqui você vê a obra na escala em que está sendo construída e por isso percebe, às vezes, algumas modificações.
A transposição da avenida Maringá sobre o Igapó está sendo feita através de bueiros celulares, apontados por estudos de viabilidade técnica realizados pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica. Os bueiros substituem as tradicionais pontes com a mesma eficácia, mas com um custo muito menor.
A previsão da Secretaria de Obras é que a transposição seja entregue até o final do ano, com orçamento final na casa dos R$ 700 mil. Além da transposição, será feita também o prolongamento da Maringá até a Madre Leônia Milito.
Também ontem foi aprovado, em primeira discussão pela Câmara de Vereadores, o projeto que concede isenção de pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aos proprietários de imóveis que doarem terreno à execução das obras de prolongamento da avenida Maringá, no trecho entre as ruas Bento Munhoz da Rocha Neto e Madre Leônia Milito. De acordo com o projeto, de autoria do Executivo, a isenção valerá por três anos, a contar do próximo ano.
O prefeito Luiz Eduardo Cheida, em sua justificativa enviada à Câmara, observa que os terrenos que servirão para o prolongamento da avenida sofrerão sensível aumento nos valores do IPTU. Tendo em vista que os proprietários hoje lutam com dificuldades para a manutenção dos produtivos imóveis, nada mais coerente e justo que isentar os doadores.
O vereador Alex Canziani (PTB), eleito vice-prefeito, tentou retirar o projeto da pauta, justificando que a receita do município ficaria ainda mais reduzida com a isenção. O projeto passará ainda por mais duas votações.


