Alunos da UEL reclamam de superlotação nos ônibus
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quinta-feira, 20 de abril de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Para os estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que
dependem de transporte coletivo, o dia começa ou termina com uma disputa: conseguir um lugar nos ônibus, que chegam a transportar 80 pessoas, quando há 32 lugares para passageiros sentados. Em horários de entrada e saída de aulas, usufruir do conforto de uma cadeira é quase como ganhar na loteria. Somos transportados como sardinhas enlatadas, define a estudante Solange Faro Garcia, em mensagem enviada à Folha na semana passada para denunciar a situação enfrentada diariamente.
Assim como Solange, muitos universitários reclamam do serviço, no campus da UEL. Toda hora tem ônibus passando, mas estão sempre muito cheios. Para conseguir sentar, só se formos lá no primeiro centro (Centro de Comunicação e Artes). Além disso, o preço é o mesmo do metrô de São Paulo, comparam os estudantes de matemática João Roberto Tanganelli Garcia e Lígia Almeida.
A acadêmica de pedagogia Maísa Milani, que estuda no período vespertino, diz que o mais difícil é enfrentar a espera, quando chega ao ponto alguns minutos atrasada. Aí, a espera é de pelo menos 20 minutos.
O chefe de tráfego da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) empresa responsável pelas quatro linhas que têm a UEL como destino (304, 305, 307 e 902) , Daniel Martins, afirma que o número de carros destinados a transportar os universitários é suficiente, mas admite que a lotação existe, em determinados dias mais que em outros. A UEL tem uma situação diferenciada, o movimento não é o mesmo todos os dias. Temos que estar sempre de olho para colocar carros extras se for preciso.
Segundo Martins, pelo menos 34 ônibus são destinados diariamente a levar os estudantes para o campus. Fiscais itinerantes monitoram diariamente a demanda, de manhã e à noite. Já houve dias em que o volume de passageiros era tão grande que colocamos carros saindo com intervalos de três minutos, informa. Ele lembra, porém, que a quantidade de carros para cada linha é determinada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), baseando-se em levantamento próprio.
No mês de março identificamos lotação excessiva nas linhas que servem a UEL, e colocamos mais sete carros. Sempre que percebemos que o movimento está fora do normal colocamos ônibus extras, mas aí os primeiros passageiros já enfrentaram superlotação, argumenta o coordenador de transportes da CMTU, Wilson Santos de Jesus. Ele informa que a universidade é o destino com maior número de veículos em Londrina, e garante que novas pesquisas serão realizadas nos próximos dias para checar se as reclamações dos alunos têm fundamento.
Apesar do monitoramento constante, tanto por parte da CMTU como da TCGL, o coordenador acha impossível evitar a superlotação nos horários de maior movimento. Em qualquer lugar do mundo, horário de pico é horário de pico. Todo mundo entra no serviço, vai para casa e começa a estudar na mesma hora. E mesmo sabendo que em poucos minutos vai passar outro ônibus mais vazio, ninguém quer esperar. É assim que funciona, dão dá para criticar ninguém por querer chegar mais cedo ao seu destino.


