Alunos de Psicologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) criticaram ontem a postura da reitoria diante do teste seletivo que contratará, em caráter temporário, 167 docentes para a instituição, em vez dos 190 solicitados ao Estado. A reclamação foi feita em ato público realizado de manhã no Calçadão de Londrina (Área Central), onde os jovens distribuíram panfletos à população.
Para o estudante Rubens Goulart, de 23 anos, a idéia é colocar a comunidade externa a par dos problemas enfrentados no âmbito acadêmico. Um deles, afirmou, é a constante falta de aulas em alguns cursos. ''Das quatro disciplinas que deveria ter (ele cursa o 2º ano da licenciatura), estou com professor em apenas uma'', comentou.
Também aluno de Psicologia, Fernando Ribeiro, 23, criticou o que ele chama de ''perda de valores'' da instituição. ''O papel de pesquisa da universidade pública está sendo deixado de lado'', opinou.
O vice-reitor da UEL e reitor em exercício, Eduardo Di Mauro, negou uma suposta postura branda quanto à questão. ''Não podemos ser irresponsáveis e prejudicar os mais de 13 mil alunos; o jeito é negociar com o Governo'', justificou. Contudo, ele reconheceu que a pesquisa tem sido afetada: ''Há um pequeno prejuízo, até para não afetar a graduação'', resumiu.

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