Londrina - Alunos da Região Metropolitana de Londrina foram premiados com medalhas na 9ª Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas. Luiz Felipe Bavati, do 7º ano do Colégio Estadual Unidade Polo, de Ibiporã, e Isabela Yabe Martinez, do 9º ano do Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina, conquistaram medalhas de ouro. Outra aluna da mesma turma da Isabela, Milena Yumi Higashi, foi uma das ganhadoras da medalha de prata. No caso de Milena, é a segunda vez que ela consegue a medalha de prata.
Segundo a professora de Matemática do Colégio Estadual Hugo Simas, Leda Ferreira Mussi, as duas adolescentes são quietas e disciplinadas, mas questionadoras em sala de aula. "Eu já esperava esse resultado", afirmou a professora, que destacou que nas provas as duas alunas sempre tiram as notas máximas.
Isabela, de 14 anos, tem uma rotina semelhante a de outras meninas de sua idade. Uma particularidade é que após o almoço dedica uma hora para estudar matemática e inglês por conta própria. O segredo para gostar da matemática, explicou, é que é uma ciência exata e tudo tem resposta. "E eu gosto quando tem um desafio", apontou.
Depois de estudar, Isabela fica no computador, dedicando seu tempo aos jogos. Fã da banda norte-americana Greenday e ex-tenista, ela contou que soube do resultado da prova pelo irmão. "Eu fiquei muito feliz com o resultado", destacou. Isabela também faz um curso de webdesign, mas o que ela quer mesmo é estudar Engenharia. "Ainda não defini por qual das engenharias vou optar", explicou.
Sua colega Milena, também com 14 anos, celebrou a conquista da segunda medalha de prata. "Desta vez achei que a prova tinha sido mais fácil que a da edição anterior", revelou. Ela acompanhou a divulgação dos premiados pelo site do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e, assim que viu o resultado, comunicou seus pais. A receptividade foi bem calorosa. "Meu pai, que é mais sério, me deu um abraço, mas a minha mãe, que é um pouco mais exagerada, gritou e ficou me abraçando forte", revelou. Leitora de livros como "O Código da Vinci", Milena revelou que não estuda muito fora da sala de aula. "Eu presto mais atenção na sala de aula e não preciso nem estudar para as provas", explicou. Duas vezes por semana tem aulas de japonês. "Eu acredito que essas aulas ajudam a melhorar a concentração", analisou. Como passatempo, fica lendo mangás ou assiste animes, como são chamados os quadrinhos e os desenhos animados japoneses. Milena pretende ser uma arquiteta. Questionada a dar um conselho para seus colegas que não gostam de matemática, ela foi enfática. "Eles vão precisar da matemática mais tarde."

Distração
Em Ibiporã, Luís Felipe Bavati Medri, de 12 anos, disse que ao ver seu nome na lista de premiados se sentiu recompensado. "Exigiu muito esforço. Estudei bastante, cerca de duas horas por dia além da escola", revelou. Suas notas estão sempre acima de 90 e parte desse desempenho ele atribui à atenção que ele dedica em sala, prestando atenção ao que o professor diz e nas leituras. Além disso, procura resolver várias questões além do que é pedido em sala de aula e quando não consegue recorre a pesquisas na internet, aos professores ou a pessoas mais experiente.
Medri fez um curso de Artes e consegue desenhar personagens de séries como Pokemon e Digimon. "Serve como distração para mim", revelou, informando ainda que já praticou caratê e natação, mas atualmente faz caminhadas e corridas. Também gosta de sair com os amigos.
No quadro geral, o Paraná conquistou 437 medalhas - 33 de ouro, 81 de prata e 323 de bronze. O desempenho das escolas paranaenses melhorou em relação a 2012, quando o Estado ficou em 5º lugar no quadro geral de medalhas. O resultado da Olimpíada foi divulgado no dia 29 de novembro, pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

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