Alunos consideram polícia regular
Israel Reinstein
De Curitiba
A sensação de segurança pública nas escolas é inversamente proporcional à classe social dos alunos de Curitiba. É o que aponta a pesquisa Juventude, Violência e Cidadania O caso de Curitiba, desenvolvida pela socióloga Ana Luisa Fayet Sallas, com patrocínios da Unesco e Secretaria de Estado da Educação. De acordo com o levantamento, pouco mais da metade dos 900 jovens pesquisados consideram o trabalho da polícia regular, sendo que 20,3% classificam como bom e 26,6% a vêm como ruim.
A pesquisa ouviu os estudantes, profissionais da educação e policiais no período de junho a dezembro do ano passado. Pelo levantamento, a sensação de segurança tem sentidos diferentes conforme a classe social. Nos bairros ricos, como Batel, o estudante sente que falta policiais. Nos pobres, a visão é que ocorrem excessos da polícia.
A autora da pesquisa colheu depoimentos pessoais e também coletou informações por questionários. Em depoimentos coletados, verificou-se que os policiais sabem que devem agir de maneira diferente, obedecendo a pressão das classes sociais.





