Curitiba

Albari RosaPolêmica‘‘PR poderia comercializar a energia’’, diz João. ‘‘Se fosse necessário construir termoelétrica, deveria ser a gás e não no Litoral’’, argumenta DiegoO projeto de construção de uma usina termoelétrica a carvão no Litoral paranaense já foi reprovado nas salas de aula. Ontem, alunos do Colégio Positivo participaram de um debate sobre o assunto e a maioria se manifestou contra a instalação do empreendimento.
O projeto está sendo desenvolvido pela Copel em parceria com os grupos privados Inepar, Chilgener e Denerge. ‘‘A única vantagem da usina é a econômica, para as empresas que iriam comercializar a energia’’, comenta Diego Bardal, que cursa o segundo ano do 2º grau.
Dos cerca de 70 alunos que participaram do debate, apenas dois se manifestaram a favor da usina. ‘‘Com a termoelétrica, o Paraná poderia comercializar a energia para outros Estados. Sobre o impacto ambiental, devem existir vários métodos de combater a poluição’’, argumenta João Gustavo Ferraz, também do segundo ano. Diego Bardal rebate: ‘‘O Paraná já produz energia de sobra. Se fosse necessária a construção de uma termoelétrica, ela deveria ser a gás e não no Litoral do Estado - onde poderia causar chuvas ácidas e poluir a região.’’
O evento faz parte da Mostra de Ciência e Cidadania da escola e contou com uma palestra do professor Arnoldo Meister Pimentel, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na próxima semana professores da universidade devem apresentar ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Aníbal Khury (PFL), um relatório do Fórum sobre usinas termoelétricas realizado na UFPR. O projeto da usina ainda não foi votado pelos deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia.
A Copel e o governo do Estado só irão se manifestar oficialmente sobre o projeto da usina após a divulgação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que deve sair no dia 4 de novembro. Apesar disso, o governo já deu sinais de que descartou o projeto, em função dos riscos ambientais que o empreendimento traria à região.
Um documento assinado pelo presidente da Copel, Ingo Henrique Hubert, e enviado no dia 11 de setembro ao banco estatal alemão KfW indica que a companhia já desistiu de levar adiante o projeto. ‘‘Desejo participar-lhe que o Estado do Paraná não pretende erigir uma usina termoelétrica na região do Projeto Ambiental do KfW’’, diz o texto assinado por Hubert.
A região do projeto ambiental do KfW inclui os municípios de Paranaguá e Pontal do Paraná - que poderiam abrigar a termoelétrica, de acordo com o projeto da Copel. O KfW financia projetos ambientais no Paraná.

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