Cerca de dois mil estudantes secundaristas de colégios públicos de Londrina participaram, ontem de manhã, da ‘‘Manifestação em Defesa do Brasil’’, que teve por objetivo protestar contra as políticas educacional, social e econômica dos governos estadual e federal. Reunidos no Calçadão, os estudantes seguiram em passeata pelas ruas Minas Gerais, Souza Naves, Goiás, Uruguai, Alagoas e Brasil, terminando com protesto em frente ao prédio do Ministério da Fazenda. Nas palavras de ordem, perguntavam sobre as verbas para a educação.
O presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules), Adriano Lozada, lembrou que vêm sendo cortados drasticamente os recursos da área social para investir na ciranda financeira. Enquanto isso, setores como a educação, segurança, moradia e emprego são relegados a segundo plano. ‘‘Nossa intenção não é parar só no ato de hoje, mas continuar discutindo o assunto nas escolas.’’
A Ules também pretende lançar em breve, nas escolas, a campanha ‘‘Sou da Paz’’, em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE), UBES, UPES, UPE e grêmios estudantis. A campanha terá o objetivo de discutir a questão do desarmamento da população e os fatores que geram a violência na sociedade.
A passeata no centro fez parte do Calendário Nacional do Fórum de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania, organizado em conjunto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), UNE, UBES, MST e outras entidades democráticas e populares. O ex-deputado federal Nedson Micheletti (PT) participou da manifestação, lembrando que a necessidade de mobilização é muito grande neste momento, ‘‘em que o País está sendo totalmente monitorado pelos interesses internacionais’’.
Os universitários também fizeram protesto ontem, ao meio-dia, no pátio do Restaurante Universitário, no câmpus da UEL, como parte do ‘‘Dia Estadual de Mobilização’’, alertando para os cortes de recursos promovido por decreto assinado pelo governador Jaime Lerner e reitores.

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