Luciana Pombo
De Curitiba
Mais de mil trabalhos de iniciação científica e pesquisa estão sendo apresentados desde ontem no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Os projetos são frutos de pesquisas de alunos de graduação da universidade e estão sendo avaliados durante o 7º Encontro de Iniciação Científica (Evinci) por técnicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Dos trabalhos apresentados, 289 são de bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica (Pibic) e que recebem R$ 241,51 por mês para se dedicarem integralmente à pesquisa. ‘‘O grande objetivo é identificar alunos com potencial para pesquisa e formar novos pesquisadores’’, disse ontem o diretor do CNPq, Sérgio Missiaggia. De acordo com ele, o programa tem dez anos e atende 14,2 mil alunos de graduação de 121 instituições públicas e privadas do País.
Dos bolsistas do Pibic, 60% acabam desenvolvendo a pesquisa e entrando em cursos de pós-graduação. ‘‘O resultado é excelente e o reflexo disso é o aumento de novos pesquisadores e de bolsas com recursos próprios das universidades’’, afirmou ele. Além dos bolsistas do CNPq, ainda estarão apresentando trabalhos os 100 bolsistas da própria UFPR. ‘‘Não só os bolsistas apresentam trabalhos. Temos voluntários de pesquisa que não recebem nada, mas que nos ajudam e mostram nesse dia suas pesquisas’’, contou Dorly Freitas Buchi, coordenadora do Evinci. A UFPR pretende aumentar o número de bolsas financiadas pela própria instituição de 100 para 230 a partir do ano que vem.
Outro grupo de alunos que também estará participando dos debates é o que faz parte do Programa Estadual de Treinamento (PET), que será extinto pelo governo federal no ano que vem. Na UFPR, cerca de 160 alunos fazem parte do programa e recebem R$ 240,00 por mês para participarem dos programas de extensão. Ao todo, o PET atinge 15 cursos e os bolsistas são escolhidos através das notas. Em todo o País são 3 mil bolsistas, em 314 grupos, de 59 universidades públicas e particulares do País. O custo do programa é de cerca de R$ 14 milhões ao ano. ‘‘Este é um programa é de treinamento para o aluno, ajuda no desenvolvimento de lideranças e na melhoria dos cursos’’, declarou Maria Suely Soares Leonart, tutora do Grupo PET de Farmácia e uma das coordenadoras do Comitê em Defesa dos Grupos PET.
Missiaggia criticou a extinção do programa e disse que o governo federal precisa incentivar mais a formação de novos pesquisadores nas universidades brasileiras. ‘‘A extinção do PET é uma grande perda para o País’’, afirmou ele. Para o próximo dia 28, está marcada uma marcha a Brasília para protestar contra o fim do programa. A marcha deverá contar com a presença de cerca de 90 bolsistas da UFPR.Projetos de estudantes bolsistas da UFPR estão sendo avaliados por técnicos do CNPq, durante o 7º Encontro de Iniciação Científica
Fotos: José SuassunaPrejuízoAlunos do Programa Estadual de Treinamento (PET), que será extinto pelo governo federal, também estão participando do seminárioBenefícioO diretor do CNPq, Sérgio Missiaggia, diz que bolsas do Pibic atende hoje 14,2 mil alunos de gradução de 121 instituições públicas e privadas do País

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