Alunos apresentam invenções em feira no Centro Politécnico
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
Uma pequena amostra do que é produzido pelos alunos das escolas técnicas federais brasileiras está sendo exposta no hall do edifício de administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro Politécnico, em Curitiba. Na 1ª Feira Nacional de Ciência e Tecnologia do Ensino Médio (Fenacitec), organizada pela Escola Técnica da UFPR, 350 estudantes estão apresentando 90 trabalhos até sexta-feira. Os temas variam bastante: projetos com idéias preservacionistas, programas de computador para fazer a contabilidade familiar e até um complexo sistema de prancheta eletrônica para alfabetização de deficientes visuais.
A Fenacitec é uma competição que vai classificar 26 projetos para a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia da América Latina (Mostratec), que será realizada em novembro, em Novo Hamburgo (RS). Talvez essa seja uma das fortes razões para a maioria dos alunos, recém saídos da adolescência, se portarem como profissionais do traje social à impostação de voz para apresentar suas propostas.
Através de feiras como esta é que os estudantes ganham incentivo e condições para desenvolver esses projetos com a ajuda da iniciativa privada, avalia o professor Luiz Gonzaga de Araújo, da comissão organizadora da Fenacitec. Em grande parte dos estandes os alunos usam terno e gravata e explicam dados técnicos de suas invenções sem se importar em traduzi-los aos leigos.
É o caso dos gaúchos André Reinheimer, Jeferson Schimitt e Gabriel Notari, todos com 18 anos. Eles vieram a Curitiba mostrar o projeto de um medidor digital de aceleração gravitacional, desenvolvido por eles como trabalho de conclusão do curso de eletrônica da Fundação Liberato (RS). Sérios e compenetrados, eles explicaram que o uso do aparelho se limitaria às salas de aula ou aos testes científicos. Dizem que expor idéias em feiras científicas vem antes da carreira profissional.





