O cronograma do curso inclui três etapas: limpeza, plantio e manutenção dos fundos de vale, hoje, num total de 84 em Londrina. Os participantes, dez representantes de seis ONGs, terão mais aulas práticas do que teóricas. ''A idéia é ensinar todos os detalhes de manutenção desses locais, que exigem cuidados específicos por serem áreas preservadas '', afirma o engenheiro agrônomo da Sema, Paulo Roberto Guilherme, que ministra o curso.
Os alunos terão que reconhecer cada área e fazer a identificação do tipo de solo, de várzea e quais os problemas que afetam o local. Também terão orientação sobre quais tipos de interferências podem ser feitas nos terrenos, através da capina e da roçagem seletiva. ''Nem tudo é mato. Existem algumas vegetações que não podem ser arrancadas porque ajudam na conservação do terreno. Tudo terá que ser observado'', afirma o engenheiro.
Os cuidados com a coleta de lixo, entulhos e de materiais perigosos também será tema do curso, além de orientar o plantio de árvores (espaçamento), a escolha das espécies, a condução (estaquiamento) e a manutenção das plantas.
A partir da primeira limpeza de um fundo de vale, que será feita de forma voluntária pelos integrantes das ONGs, o resultado será apresentado para as empresas privadas, que serão convidadas a participara do projeto.
As ONGs que participam do projeto são Solução (Zona Sul), Novo Amanhecer, Nova Gerusalém e Novo Visual (Zona Norte), Londrina Sempre Limpa (Zona Leste) e Oeste Limpa (Zona Oeste). (M.O.)

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