Um grupo de alunos da 8ª série da Escola Adventista de Londrina teve uma aula diferente, ontem pela manhã. Os 35 alunos passaram cerca de duas horas estudando com os princípios da física no Catuaí Bowling Center, no Catuaí Shopping Center (zona sul da cidade). Enquanto tentavam derrubar os pinos de madeira, calculavam a velocidade da bola, o impulso da força e aprendiam outros conceitos da dinâmica e cinemática. A aula prática foi uma iniciativa do professor Carlos Henrique Vici, 25 anos, que quis trazer as leis da física para o dia-a-dia dos estudantes. Segundo Vici, que trabalha há 6 anos como professor, esta é um forma de acabar com o preconceito que os próprios alunos têm contra a matéria. ‘‘A física não precisa ser apenas um monte de fórmulas chatas que o aluno teria que decorar. Ele tem que aprender a interpretar a matéria no seu cotidiano. É isto que os vestibulares atuais estão exigindo’’, afirmou.
Na tentativa de desmitificar o conceito de física como matéria desinteressante, o professor procura situações que mexam com a imaginação de seus alunos, seja o boliche, a piscina e até uma corrida de kart. ‘‘Através destas atividades, eles percebem que no dia-a-dia existe aplicação da física e tornam-se muito mais receptivos. O resultado é fantástico’’, garantiu.
Vici, que além do Adventista dá aulas em outros sete colégios de Londrina e região, explicou que sempre procura aliar as atividades fora da escola com aquilo que os alunos estão vendo em sala de aula. ‘‘Ao longo do ano, pretendo realizar várias outras atividades, como levá-los a fábricas, ao kartódromo e outros locais, sempre de acordo com a assunto que estamos estudando. Quando chegarmos à óptica posso levá-los para que vejam como são feitas as lentes dos óculos, por exemplo’’.
Para o professor, o método tem outra vantagem: a cumplicidade com os alunos. ‘‘Deste jeito, participando da vida deles, a gente cria uma empatia muito grande, o que facilita o aprendizado. E eles sabem muito bem separar a hora da bagunça da hora séria’’, afirmou. Para os alunos, a ‘‘aula’’ foi extremamente divertida e todos aprovaram o método do professor. ‘‘Eu acho muito bom ter aulas deste tipo. A gente acaba aprendendo mais e fica mais fácil fazer todos os cálculos’’, resumiu Izabele Rafael Bueno, 13 anos. Na opinião dela, mais professores poderiam seguir o exemplo de Vici. ‘‘Aprender ficaria mais divertido’’.Paulo WolfagangSem decorebaIntenção do professor foi mostrar que a física não se resume a um monte de fórmulas chatasTelma Elorza

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