Depois de um início de semana tenso na escola do Conjunto Farid Libos (Zona Norte de Londrina) por causa da rixa existente entre gangues de bairros rivais, ontem boa parte dos alunos retornou às aulas. Mas as ameaças feitas aos estudantes oriundos do Conjunto Novo Amparo, bairro vizinho, ainda fizeram com que alguns deles faltassem as aulas novamente, mesmo com a presença da Patrulha Escolar. Um morador do Novo Amparo reclamou que o conjunto está abandonado e é dependente do bairro que fica próximo não só para garantir educação para os filhos mas também para conseguir atendimentos em saúde.
O colégio do Farid Libos é dividido entre Município e Estado - manhã e tarde respectivamente. Somando os dois turnos, são cerca de 450 alunos, sendo que entre 40% e 50% residem no Novo Amparo. Na última terça-feira, uma aluna de nove anos que mora no bairro vizinho teria sido ameaçada por um rapaz armado por causa da rixa entre gangues rivais dos dois bairros.
A diretora do período da tarde, Cecília Vilela Correa, garantiu que a rotina da escola já estava praticamente normalizada ontem. Cerca de 80% dos alunos retomaram os estudos. À tarde, os estudantes foram dispensados mais cedo porque a escola está com falta de dois professores, deficiência esta que será sanada até a próxima semana, assegurou a diretora.
De acordo com Cecília, policiais da Patrulha Escolar permaneceram durante todo o dia na escola e realizaram uma palestra com os alunos do turno da tarde. Eles falaram sobre o trabalho que desenvolvem nas escolas e deram orientações aos estudantes sobre proteção do patrimônio público e atos infracionais. Cecília disse que a criminalidade na escola e arredores já foi bem pior, mas o bom relacionamento mantido com a comunidade está ajudando a garantir a tranquilidade.
Mas no Novo Amparo, a ameaça sofrida pela aluna no início da semana ainda repercute. ''Os pais estão receosos. Alguns falaram que vão pedir transferência dos filhos para outras escolas'', revelou um pai de aluno. Ele disse que a rixa entre gangues é ruim porque o Novo Amparo depende muito dos serviços públicos existentes no Farid Libos. Além da escola, eles precisam recorrer ao Posto de Saúde, ao berçário e ao supermercado do bairro vizinho. ''Estamos abandonados aqui'', denunciou.

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