Aluno ameaça professora de morte na RMC
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um menino de 12 anos, estudante da 4ª série do ensino fundamental, ameaçou matar sua professora depois de intimidá-la com um pedaço de madeira, dentro da sala de aula. O caso ocorreu no final da manhã de ontem, na Escola Municipal Alexandre Perussi, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Segundo a diretora da escola, Marta Aparecida de Oliveira, a professora reclamou sobre outro aluno que havia modificado algo na decoração da sala de aula. Ao ouvir a professora falar sobre o colega, o garoto de 12 anos começou a xingar a professora e, em um gesto mais violento, ameaçou-a com um pedaço de madeira, além de prometer matá-la com a ajuda de uma gangue. Uma funcionária da escola o segurou antes que ele partisse para cima da professora.
A Patrulha Escolar Comunitária foi chamada, mas o garoto já tinha saído, depois de apedrejar o colégio. Não foi a primeira vez que o menino fez isso. Em todo Paraná, entre o dia primeiro de janeiro e 18 de maio, a Patrulha registrou apenas oito casos de agressões de aluno contra professor. Cinco delas foram físicas e três verbais. Esses casos são apenas de situações em que a Patrulha foi acionada.
Apesar de o histórico dele apresentar vários registros de agressões contra alunos, pais de estudantes e professores, segundo relato da diretora, não houve qualquer mudança no modo como o aluno era acompanhado.
A diretora não sabe mais o que fazer. A Secretaria Municipal de Educação de Almirante Tamandaré informou que não tinha conhecimento da ameaça contra a professora até a tarde de ontem, tampouco tinha notícia do passado escolar problemático do aluno.
A mãe do garoto foi até a escola no início da tarde de ontem e disse não ter mais o que fazer. "Ela (a mãe) disse pensar em acabar com a própria vida porque não sabe mais o que fazer com o filho", relata a diretora, logo após conversar com a mãe. O Conselho Tutelar já foi avisado sobre o fato. Porém, a diretora conta que a orientação recebida do Conselho era a de chamar a polícia.
O caso foi parar na Delegacia da Mulher do município. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), uma audiência foi marcada na Justiça sobre o caso e os responsáveis pelo garoto devem comparecer para explicar o comportamento do menino.


