Alunas de Direito irão representar a UEL na ONU
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Alunas do quinto ano de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Beatriz Gennari Pinese e Luciana Colleti se preparam para representar a instituição na sede europeia da Organização da Nações Unidas (ONU). As duas foram selecionadas para participar da 8ª Competição Internacional Nelson Mandela (World Human Rights Moot Court Competition) que acontece entre 18 e 20 de julho em Genebra, na Suíça.
A competição é uma iniciativa do Centre for Human Rights (Centro de Direitos Humanos) da Universidade de Pretoria, na África do Sul, e foi criada para treinar estudantes a utilizarem os diversos sistemas de defesa dos direitos humanos. Beatriz e Luciana formam uma das 25 duplas de universidades de várias partes do mundo escolhidas para defender uma tese hipotética de violação de direitos humanos.
Para passar pela seleção, as alunas tiveram de elaborar a acusação e a defesa de um caso de violação de direitos humanos. Tudo em inglês. "Foi tudo muito rápido. Eu soube da competição no começo de maio e o prazo era 16 de maio. Chamei a Luciana porque ela é muito dedicada e sabia que iria dar conta", contou Beatriz. "Pensei em desistir, mas ficamos dia e noite fazendo o trabalho."
Beatriz e Luciana contaram com a orientação de uma banca de professores da UEL, que fizeram algumas ressalvas. Foram três dias de intenso trabalho para terminar tudo a tempo. "Fizemos tudo para deixar o trabalho o mais completo possível. Mandamos com o pé atrás, sem criar expectativas. Na segunda-feira (dia 6 de junho), recebi um e-mail da Universidade de Pretoria e nem acreditava. Comecei a chorar, comecei a tremer. Todos os países membros da ONU participaram e as 25 melhores duplas foram escolhidas. Quando começamos a fazer o trabalho, não achamos que poderíamos competir com o pessoal de mestrado", comemorou Beatriz.
A competição acontece entre os dias 18 e 20 de julho. As alunas irão sair de Londrina rumo à Suíça no dia 16. O evento garantiu a hospedagem, mas as passagens, assim como os custos com transporte e alimentação, ficarão por conta dos participantes. "Estamos vendo se conseguimos uma ajuda financeira, mas juntar dinheiro em um mês é muito difícil", disse Beatriz.
Além dos gastos, o idioma também é visto como uma dificuldade a ser superada, embora ambas tenham vivido no exterior durante um período de intercâmbio. "Escrever em inglês é uma coisa, mas falar é outra. Nunca participamos de um evento grande assim. Vai ser tudo muito novo. Estamos um pouco intimidadas, mas muitas pessoas vão estar na mesma situação que a gente", afirmou Beatriz.
"Para mim foi uma vitória chegar até aqui, mas vai ser um dos maiores desafios que já enfrentei. Falar em público, falar na ONU e em inglês, não vai ser fácil", prevê Luciana.
Quando recebeu o convite de Beatriz, Luciana se preparava para a segunda fase da prova da Ordem dos Advogados do Brasil. "Deixei de estudar para a OAB já em cima da prova. Duas semanas antes da segunda fase eu estava focada nesse trabalho."
As alunas não conhecem seus concorrentes, mas em edições anteriores já houve participantes de universidades brasileiras. Na 7ª edição da competição, realizada em dezembro passado, a vencedora foi a equipe do Núcleo de Estudos Internacionais da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo.


