Greice Kelly Carvalho Rodrigues, 16 anos, aluna do Colégio Estadual Professora Cléia Godoy F. Silva, no jardim Tarobá (Região Sul), era uma das poucas estudantes a participar da reunião ontem de manhã. Segundo ela, a escola em que estuda ainda não apresentou nenhum caso de violência, mas os alunos estão mais alvoroçados. ''Estamos preocupados. Vou repassar aos meus colegas o que eu ouvir aqui e nós vamos discutir formas de amenizar a questão'', contou.
Para a estudante, apenas políticas públicas não são suficientes para resolver a questão. ''Hoje, as famílias pobres enfrentam dificuldades, mas o governo tem programas assistencialistas que atendem a essas pessoas. Independentemente de se avaliar se essas ações são válidas, a pobreza não pode ser utilizada como desculpa para os pais criarem filhos ladrões. Mesmo porque o jovem tem como buscar uma formação melhor por fora, a própria escola oferece isso'', avaliou. ''Esses jovens inconsequentes futuramente serão pais inconsequentes, e isso pode se tornar uma bola de neve. A longo prazo, o crescimento dessa delinquência pode ser catastrófico para a sociedade.''
Greice apontou que uma das saídas seria realizar um trabalho em conjunto entre a escola e os pais para formar verdadeiros cidadãos. ''A família não tem cumprido o seu papel, e a escola está tentando moralizar e culturalizar os alunos ao mesmo tempo, porque a formação moral dos filhos está sendo delegada às escolas'', dissertou. (A.I.)

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