Maringá - O Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) referendou ontem a suspensão por seis meses de uma acadêmica do curso de zootecnia acusada de agredir com um soco na testa uma caloura durante trote no ano passado. Uma comissão aberta para apurar o caso havia decidido em maio deste ano por uma suspensão de 10 dias, mas no recurso de apelação feita pela acadêmica, o relatório final apontou para uma medida mais severa ampliando a punição para seis meses.
Segundo a Diretoria de Ensino e Graduação da UEM, responsável pela campanha ‘‘Trote Nunca Mais’’, a punição é uma das medidas tomadas para coibir ações de violência nos trotes da instituição. A campanha ocorre desde 2000. A acadêmica Daniela Polizeli Traficante tem prazo de cinco dias a partir do referendo de ontem do CEP para recorrer da decisão junto ao Conselho Universitário (COU).
Para a diretora de Ensino e Graduação, Irizelda Martins de Souza e Silva, objetivo da campanha é criar nos alunos que ingressam na UEM a idéia de que o trote não passa de um instrumento de humilhação. Segundo Irizelda, também os veteranos devem se conscientizar de que o trote é um rito de ridicularização que precisa ser abandonado.
Entre as medidas da campanha, a UEM pretende estimular o cumprimento de leis municipal e internas do campus. Desde 1998, o município tem uma lei que proíbe a realização de trotes.

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