IBIPORÃ - A Sociedade Rural do Paraná (SRP) está encontrando dificuldade para alugar uma colheitadeira para colher 12,5 alqueires de milho plantado pelos sem-terra na Fazenda Nossa Senhora da Salete, em Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina). O laudo dos agrônomos contratados pela SRP e Movimento dos Sem-Terra (MST) apontou que as espigas estão em adiantado estado de putrefação, apesar da espectativa de rendimento de 100 sacas por alqueire.
Segundo o presidente da SRP, Manoel Campinha Garcia Cid, a dificuldade é devido a safra da soja, que paga mais que a do milho. Ele prevê que a colheita comece em uma semana. Independente disso, farão análise das espigas para ver o valor do grão.
Josmar Choptian, dirigente do MST, disse que o laudo mostrou que a área é produtiva e que o lucro seria em torno de R$ 40 mil. Agora, propõe uma reunião com a SRP e Arlindo Fuganti para negociar pacificamente ‘‘os prejuízos do MST’’. Todo milho colhido será entregue ao Incra, que fará a distribuição aos sem-terra.

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