Altura da grade não impede ação
O chefe de Serviços Aduaneiros da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Rubens Alberto Fioguthi, disse que a atuação de contrabandistas de cigarros vem preocupando o órgão. Para driblar a fiscalização, os cigarreiros estão jogando mercadorias do alto da Ponte da Amizade.
Fioguthi admite que as grades colocadas nas laterias da ponte, em 1995, são insuficientes para coibir a ação dos cigarreiros. Ele diz que uma das dificuldades é que parte da Ponte da Amizade está em território paraguaio, onde a Polícia Federal e Receita Federal não têm poder de atuação.
Fioguthi afirmou que os órgãos de combate e de repressão ao contrabando na fronteira estão estudando uma forma para evitar que as mercadorias sejam jogadas da ponte. Uma das idéias é construir grades mais altas e em toda a extensão da ponte.
A Receita Federal informa que a ação policial na área de fronteira não é de sua competência e responsabiliza as polícias Federal e Rodoviária. Em momentos críticos, desviamos nosso pessoal e até efetuamos detenções. Porém, a ação policial foge do nosso ambiente de trabalho, diz Fioguthi.
Procurado pela Folha,
o delegado geral da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Airton Vicente, não estava ontem na região. Os policiais que fazem plantão na Ponte da Amizade informaram que a PF está preocupada com a atuação de cigarreiros, mas não há efetivo suficiente para trabalhar especialmente na repressão ao contrabando de cigarro através do Rio Paraná.
Segundo levantamento da Receita Federal, somente nos cinco primeiros meses deste ano, 1,7 milhão de pacotes de cigarros foram incinerados em Foz do Iguaçu. Outros 345 mil pacotes estão depositados nos galpões do órgão.





