Altônia quer municipalizar serviços de água e esgoto
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sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Vânia Moreira<br> Equipe de Folha 
Altônia Moradores de Altônia (76 quilômetros a sudoeste de Umuarama) querem a municipalização dos serviços de água e esgoto na cidade. A população considera abusivos os preços cobrados pela Sanepar, especialmente a taxa de esgoto que é 80% do valor da água. O contrato de concessão do serviço, firmado há 30 anos entre o município e a Sanepar, vence ano que vem. As duas associações de moradores da cidade estão se mobilizando contra a renovação do contrato e para que o próprio município assuma a prestação do serviço.
A primeira reunião para discutir o assunto está marcada para domingo de manhã, na Câmara Municipal. Segundo um dos organizadores do movimento, o funcionário público Osvaldo Herrera, a reunião servirá para planejar o seminário sobre qualidade da água a ser realizado ano que vem no município e também para definir estratégias de ação na luta pela municipalização dos serviços de água e esgoto. O deputado estadual Irineu Colombo (PT), eleito deputado federal este ano, vai participar do encontro.
Até o início dos anos 90, não existia rede de esgotos em Altônia que tem aproximadamente 10 mil habitantes. Quando a Sanepar anunciou a instalação de 1.400 ligações, (cerca de 30% da área urbana) os moradores se recusaram a assinar os contratos de adesão e organizaram vários protestos, mas acabaram tendo de aceitar o serviço. Segundo o escritório regional da Sanepar, a Companhia tem projeto de instalar esgotos em 100% da cidade, mas prevê dificuldades.
Segundo Herrera, os moradores não rejeitam o serviço, mas os preços cobrados pela Sanepar que consideram abusivos. ''Por isso, vamos lutar para que o município assuma o serviço e adote tarifas mais justas e baratas'', disse. A prefeitura ainda não se manifestou sobre o assunto. Uma das maiores dificuldades para assumir o serviço seria indenizar os investimentos feitos até agora pela Sanepar.


