Alto Tibagi ameaça abandonar Copati
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Os municípios dos Campos Gerais podem abandonar o Consórcio Intermunicipal para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi, o Copati. A possibilidade foi anunciada ontem pelo prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso (PSDB), durante a reunião da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG). Segundo Cardoso, que também é presidente da AMCG, hoje o Copati está nas mãos dos prefeitos do Baixo Tibagi. Se não tivermos o respaldo deles (os prefeitos do Baixo Tibagi) vamos deixar o consórcio e criar uma nova entidade para controlar o Alto Tibagi e o Iapó, declarou.
Cardoso diz que os municípios do Alto Tibagi não participam das decisões do Copati. Além disso, os rios que formam a bacia do Tibagi serão uma grande fonte de renda, dentro de muito pouco tempo, quando grandes consumidores cidades inclusive terão que pagar para usar a água dos mananciais. Cardoso calcula que por ano o Copati receberá R$ 1 milhão aproximadamente, ao ser transformado numa agência de águas. E os municípios do Alto Tibagi, acredita, não poderão decidir o destino desses recursos.
Hoje o Copati é presidido pelo prefeito de Ibiporã, Reinaldo Ribeirete (PDT). Os municípios do Alto Tibagi estão representados apenas na vice-presidência, pela prefeita de Ortigueira, Marlene Mattos. E esse cargo tem poderes mais figurativos do que efetivos, reclama Cardoso. Ele diz que Marlene Mattos (PRP), assim como a maioria dos prefeitos da região, apóia o racha que ele propôs. Dos 52 municípios que integram o Copati, 17 fazem parte da região dos Campos Gerais.
O secretário executivo do Copati, Marcelo Mafra, considerou prematura a decisão dos municípios do Alto Tibagi em deixar o consórcio. Para ele, está havendo falta de informação por parte dos prefeitos desses municípios. Não é essa nossa postura, não tem sido essa nossa atitude, enfatizou. Prova disso, segundo Mafra, é que os dois últimos mandatos do Copati foram comandados por prefeitos do Alto Tibagi. No momento, segundo ele, estamos voltados para a implementação de um sistema de gestão melhor para todos os municípios, tanto do Baixo quanto do Alto Tibagi. Mafra disse que respeita a posição de todos os prefeitos e acredita que o impasse possa ser superado com mais diálogo.


