O arquiteto Marcos Pelisson, de Londrina, acredita que essas medidas de segurança refletem as angústias, as ansiedades e mostra a repressão das pessoas. ''A arquitetura está sofrendo junto com a sociedade. As calçadas ficam impedidas, muitas vezes dificultando o tráfego, por conta de uma violência exacerbada, de algo que não deveria existir'', lamenta.
Pelisson conta que no dia a dia os profissionais da área procuram criar alternativas para atender aos desejos e necessidades dos clientes, mantendo a harmonia visual da residência ou empresa. ''Tentamos usar materiais que possam ajudar as pessoas a deglutir isso'', conta o profissional, do escritório Pelisson + Latorraca Arquitetura.
Uma opção com grande custo benefício, segundo o profissional, tem sido os muros de vidro. ''É uma inovação, existe resistência por parte de alguns ainda, mas eu assino embaixo. É uma barreira moderna, leve e deixa à mostra o paisagismo. Se adequa a qualquer tipo de construção, é de rápida instalação, não gera entulho e desperdício, sendo portanto uma alternativa mais ecológica.''
O arquiteto ressalta que o importante nesses casos é usar vidro temperado ou laminado, que são mais resistentes e em casos de impacto se quebram mas ficam grudados sem espalhar os cacos, por conta da película que existe entre as duas camadas de vidro. Para edifícios comerciais o recomendado seria o vidro blindado, muito mais caro.
Outra recomendação para quem ter uma propriedade segura mas ainda bonita é usar os sensores de segurança ao invés das cercas elétricas. ''O muro precisa estar alinhado e na mesma altura, porque os sensores precisam ficar na mesma linha. As cercas dão uma aparência de cadeia e podem causar acidentes com animais domésticos, já que nem todos respeitam as normas para instalação. Os sensores criam uma linha invisível, mas que ao ser transposta dispara o alarme. O arquiteto deve trabalhar junto com o consultor de segurança para garantir a tranquilidade dos moradores mas sem desvalorizar o imóvel.'' (E.G)

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