Como previu o professor José Eduardo de Siqueira, a mudança numa tradição milenar na formatura causou surpresa e provocou polêmica na categoria. Para o médico Pedro Garcia Lopes, por exemplo, presidente da Associação Médica de Londrina (AML), a forma como o juramento é feita é simbólica, significa um fato histórico, e por isso não deve ser levado ao pé da letra.
‘‘Na minha opinião, o juramento de Hipócrates é um símbolo que deve ser mantido. Não entendi a mudança’’ - diz Garcia Lopes, lembrando que a opinião é pessoal e que a associação ainda não discutiu o assunto.
Daebes Galati Vieira, primeiro-secretário do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), disse por telefone, de Curitiba, que o conselho também ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto. Pessoalmente, no entanto, ele também desaprovou a decisão dos formandos.
‘‘O juramento é uma tradição milenar e mundial e, portanto, deveria ser mantida. Se fosse para mudar, teria que mudar em todo o mundo. Tenho a impressão que essa seja a opinião de toda a categoria’’, aposta. (L.H.)

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