A Santa Casa de Londrina continuava ontem, superlotada, mas o risco de suspensão no atendimento de emergência pode ser afastado hoje com a possibilidade de altas de alguns pacientes. Anteontem, o chefe do pronto-socorro (PS) da Santa Casa, Sérgio Canavese, disse que setor o poderia ser fechado por falta de leitos disponíveis.
Anteontem, a sala de emergência foi transformada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com três pacientes em estado grave, que continuavam internados ontem. Também ontem, o PS tinha 32 pacientes internados e seis na sala de emergência. ‘‘Por enquanto, a situação está dentro do limite suportável. Devem acontecer altas, o que permite a gente trabalhar com um pouco mais de folga’’, comentou uma funcionária do setor, que não quis se identificar. Canavese não foi encontrado, ontem, para falar a respeito.
De acordo com Canavesse, na quarta-feira, o motivo da superlotação da Santa Casa era agravado pela recusa de vários pacientes no HU, ao contrário do que tem afirmado o comando de greve. O presidente da Associação dos Médicos Residentes de Londrina (Amerel), Walter Zamarian Junior, informou anteontem que os residentes e internos (estudantes em final de curso) do HU têm enfrentado problemas com os boatos de que eles não estariam querendo atender todos os pacientes que chegam ao PS em função da greve dos funcionários. ‘‘Isto não é verdade, continuamos trabalhando o dia inteiro e se estamos realizando um número menor de atendimentos é porque o hospital está funcionando com menos funcionários.’’
Zamarian explicou que os residentes respeitam o movimento grevista, mas não podem, em momento algum, deixar de atender. Segundo o médico, quem está fazendo a triagem dos pacientes que podem ou não ter acesso ao pronto-socorro é o comando de greve, e todos aqueles que entram no hospital são atendidos. (Colaborou Silvana Leão)

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