Alpinistas e estudantes dão apoio
Para garantir a segurança dos participantes da cerimônia no Anhangava, as polícias Militar e Civil contaram com a ajuda de grupos de alpinistas e alunos e professores da Universidade Tuiuti, que formaram uma equipe de apoio de 130 pessoas. Essa segurança é para garantir que nenhum dos participantes se machuque na subida e na descida, nem se perca, explica o engenheiro florestal Edson Struminski, do Grupo Gaia, que ajudou os policiais.
Nos caminhos de acesso ao Anhangava foram montados postos da Polícia Militar e Civil. A polícia cadastrou todos os visitantes para evitar que se perdessem nas trilhas. A previsão era que até o fim do dia passassem pelos postos das polícias mais de 1.700 pessoas. Quem vinha com mochila era revistado. Nem armas nem drogas foram encontrados, informou o soldado Antônio Cardoso.
Além da proteção espiritual, é importante que haja a proteção física, constata o padre Evaldino Borges da Silva. Ele conta que estava com medo que Polícia Militar não comparecesse na hora da missa. Ano passado, por causa da falta de segurança e dos assaltos, realizei a missa no pé da serra, lembra.
Realmente, o número de assaltos vem aumentando na região, conta o alpinista Luiz Edmundo Ferreira. Ele, que pratica o esporte na região há cinco anos, diz que teve amigos assaltados no trecho que dá acesso ao cume do Anhangava. Não estava dando para ir sozinho até o morro sem ser roubado. Por isso, a gente passou a ir apenas de dia e em grupo, diz.
Edson Stuminski, do Gupo Gaia, afirma que outro objetivo do aparato de apoio é orientar os visitantes, pedindo que não joguem lixo ou destruam a natureza. Cada vez que acontece o evento, o impacto ambiental no local é muito grande, por isso é preciso ensinar a conviver com a natureza, diz.
O secretário do Meio ambiente de Quatro Barras, Roberto Lolis, informa que existe um projeto de transformar a área em parque estadual. Para compensar a construção do Contorno Leste, solicitamos a transformação da Serra da Baitacá em um parque, com mais de 3.100 hectares, conta.
O secretário diz que o projeto do parque está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Tuiuti. Estamos traçando um perfil do usuário, bem como a estrutura que eles precisam, conta o professor Gilberto Novaes, um dos coordenadores da pesquisa. (I.R.)





